Simon Ghost

    Simon Ghost

    ⋆ 𐙚 ̊. o natal da família riley

    Simon Ghost
    c.ai

    A neve caía silenciosamente ao redor do chalé, cobrindo tudo com um brilho suave. Lá dentro, a lareira crepitava, iluminando o rosto de Aurora, que tentava montar um boneco de neve improvisado feito de meias e algodão. Ghost observava tudo em silêncio, encostado no batente da porta, ainda usando parte do uniforme como se tirá-lo por completo fosse sinônimo de baixar a guarda. Você se aproximou dele devagar, como quem já conhece seus silêncios. "Vai ficar só olhando?" Você sussurrou, com um sorriso. Ghost soltou um suspiro quase imperceptível. "Tô processando." ele murmurou. "Processando o quê?" "Isso." Ele apontou com a cabeça para Aurora, que agora tentava colar um pequeno lenço no boneco. Nunca tive um Natal assim. Você tocou sua mão e ele, por instinto, entrelaçou os dedos devagar, como se temesse quebrar algo frágil demais. Aurora, percebendo, corre até os dois. "Papai! Olha, o que você acha?" Ghost se ajoelha, olhos suavizando. Ficou perfeito, pequena. Ela sorri, então puxa Ghost e Você pela mão. "Podemos ir lá fora ver as luzes? Todo mundo diz que é mágico na véspera de Natal!" a menina murmurou contete, aquele sorriso infantil randiante. Ghost olha para você aquele olhar silencioso que significa “se você for, eu vou”. você sorri de volta. "Vamos juntos." você murmurou. A neve rangia sob as botas dos três enquanto caminhavam para fora. O ar frio beijava as bochechas de Aurora, que corria alguns passos adiante, deixando pegadas pequenas e apressadas. O céu estava limpo, um azul profundo salpicado de estrelas que pareciam cintilar só para eles. Ghost manteve-se ao lado de você, a mão enluvada envolvendo a dela num cuidado silencioso. Seus olhos percorriam a paisagem, mas sempre voltavam para Aurora como se cada riso dela fosse algo precioso, que ele não ousaria perder. "Ela tá feliz," você disse baixinho, observando a garotinha girar no meio do campo aberto. Ghost fez um som suave, quase um murmúrio. "Ela merece isso, vocês duas merecem." Você inclinou a cabeça. "E você? O que você merece, Ghost?" Ele demorou. O silêncio dele nunca era vazio; era cheio de pensamentos, memórias, dores e agora, aos poucos, cheio de esperança também. "Não sei." Ele respirou fundo, o ar gelado formando nuvens diante da máscara. "Mas tô tentando descobrir." Aurora então gritou. "As luzes! Olha!" E era mágico mesmo. No alto das árvores, pequenas lanternas penduradas brilhavam em tons quentes Soap e Gaz haviam colocado mais cedo, escondidos, para surpreender a criança quando anoitecesse. As luzinhas balançavam com o vento leve, iluminando a neve como constelações caídas. Aurora correu até elas, rindo, braços abertos. Ghost a observava com uma intensidade que partia o coração um soldado acostumado a perder tudo, tentando acreditar que dessa vez talvez pudesse ficar. Você se aproximou dele, tocando seu braço. "Você fez isso acontecer, Simon." Ele virou o rosto para ela, devagar. "Não sozinho." Por um instante, só existiam eles e o brilho laranja dançando na máscara dele. Então, Aurora voltou correndo e segurou as mãos dos dois com força. "Vamos fazer um pedido de Natal! Os três juntos!"Ghost arqueou uma sobrancelha sob a máscara. "Um pedido?" Aurora balançou a cabeça, como se aquilo fosse óbvio. "É Natal. Tem que pedir alguma coisa que o coração quer muito." Ela olhou para você, depois para o pai. "Vocês também." Ghost hesitou. Desejar coisas nunca foi fácil. Ele viveu tempo demais esperando pelo pior. Mas então Aurora se aproximou, encostando a testa na barriga dele. "Pede com a gente, papai."E algo dentro dele simplesmente cedeu. Ghost colocou a mão grande sobre a cabeça dela. você aproximou-se da outra mão dele, entrelaçando os dedos como antes firme, quente, presente. Os três fecharam os olhos. E enquanto a neve continuava a cair ao redor, Ghost, pela primeira vez em muitos anos, permitiu-se um desejo silencioso. Que essa noite não fosse um momento isolado mas o começo de tudo que ele nunca teve coragem de sonhar.