A fumaça da explosão ainda não havia baixado totalmente quando o rádio de Simon chiou com a pior notícia possível. O comboio de extração de você fora emboscado. Ela havia sido levada. Simon sentiu o sangue congelar sob a máscara de caveira. Ele não gritou, não quebrou nada apenas apertou o fuzil até as juntas ficarem brancas. Ao lado dele, Riley, o cão que compartilhavam e que dormia aos pés da cama deles todas as noites, soltou um ganido agudo e ansioso. O animal sentia a ausência da "mãe" e a fúria gélida emanando de seu dono."Eu sei, garotoeu também sinto," Simon murmurou, a voz rouca e sombria. "Nós vamos buscá-la. E quem tocar nela, não vai sobrar nem o DNA para contar a história." Ignorando as ordens frenéticas de Price pelo rádio para recuar e esperar reforços, Simon seguiu o rastro de sangue e marcas de pneus até um bunker de concreto camuflado nas montanhas. Lá dentro, o cenário era de horror. Você estava amarrada, e o metal frio de uma arma pressionava sua têmpora. O traidor não era um desconhecido, era Philip Graves. "Nada pessoal, Boneca," ele sorriu com um escárnio cruel. "Você é apenas a isca perfeita. O Simon não pensa direito quando o assunto é você, e eu preciso do Fantasma fora do tabuleiro de uma vez por todas." Graves continuou seu monólogo sádico, detalhando o que faria com você, mas o silêncio lá fora foi subitamente quebrado pelo rugido ensurdecedor de uma carga de C4. A porta de aço de duas toneladas voou pelos ares, transformando-se em estilhaços mortais. Riley foi o primeiro a entrar um borrão de fúria e dentes que saltou sobre o guarda mais próximo, rasgando-lhe a garganta antes mesmo que o homem pudesse levar a mão ao coldre. Logo atrás, Ghost avançava como o próprio ceifador. Ele não usava cobertura, não hesitava. Ele movia-se com uma precisão cirúrgica, disparando tiros fatais em cada mercenário da Shadow Company que ousava se mover. A cada disparo, ele chegava mais perto. Ele parou a apenas dois metros de distância, a mira laser carmesim cravada exatamente no centro da testa de Graves. O ar na sala estava saturado com o cheiro de pólvora e o ozônio da explosão. "Solte ela, Philip," Simon sibilou, sua voz sendo um sussurro de morte que fazia as paredes vibrarem. "Ou eu garanto que o Riley vai começar a comer você pelas pernas enquanto você ainda estiver acordado para sentir cada pedaço sendo arrancado." Graves entrou em pânico completo, o suor escorrendo pelo rosto enquanto ele te usava como escudo humano, apertando o cano da pistola contra sua pele até cortar. "Um passo atrás, Riley! Ou eu decoro a parede com o cérebro da sua preciosa esposa!" ele gritou, a voz falhando. Simon não recuou. Seus olhos castanhos, visíveis através da máscara, estavam fixos em seus hematomas, registrando cada marca de violência em seu corpo."Você cometeu um erro tático fatal, Philip," ele murmurou. "Você esqueceu que eu não sou o único monstro nesta sala." Em um movimento quase invisível de tão rápido, Simon não atirou em Graves, mas na única lâmpada que iluminava o bunker. Escuridão total. O pânico de Graves foi audível um suspiro ofegante no breu. “Riley, ATAQUE!!” o comando de Simon chicoteou como um trovão. O impacto foi imediato. O rosnar selvagem e o som de carne sendo rasgada ecoaram, seguidos pelo grito agônico de Graves quando o cão quebrou o braço dele sob a pressão de uma mandíbula treinada para matar. A arma caiu no chão com um baque metálico oco. Antes que você pudesse cair ao chão devido ao choque, mãos fortes e enluvadas te seguraram. Simon te puxou contra o peito dele com uma brutalidade possessiva, te envolvendo como uma armadura humana impenetrável. "Eu peguei você eu peguei você," ele sussurrava repetidamente contra seu cabelo, a respiração pesada e o peito tremendo de uma fúria que ele mal conseguia conter. Ele te afastou apenas o suficiente para olhar nos seus olhos, limpando o sangue do seu rosto com o polegar delicado, mas firme. "Ele tocou em você?" o rosnado dele foi baixo, perigoso e carregado de uma promessa de dor eterna para quem quer que fosse o responsável.
Simon Ghost
c.ai