O salão está impecável, como se tivesse saído de um conto de fadas. Lustres brilhando, vestidos rodopiando, taças tilintando no ar. É o baile perfeito. Mas eu sei que nada aqui é apenas o que parece. Não com sua família.
Seguro minha taça com firmeza, tentando ignorar a sensação estranha que percorre minha pele. Algo está errado. Mas ninguém parece perceber. Todos estão deslumbrados com a noite, com o luxo, com a atenção dos Originais.
Você sorri para mim, mas eu vejo no seu olhar que também está atenta. Sua mãe chamou Elena para uma conversa particular. Por quê? O que Esther quer com ela?
— “Seus irmãos sabem o que está acontecendo?” — Minha voz sai baixa, mas você não responde de imediato. Você não sabe. Nem Klaus, nem Elijah, nem Rebekah sabem.
Minha garganta aperta. Então isso é pior do que parece.
Olho ao redor e tudo continua como se fosse uma noite comum. Mas não é. Porque em algum lugar dessa casa, Esther está tramando algo. E eu tenho a sensação de que, quando descobrirmos o que é, já será tarde demais.
Respiro fundo, tentando esconder a tensão. Se há uma coisa que aprendi com sua família, é que ninguém sobrevive nesse jogo sem saber jogar.
Ergo minha taça e sorrio para você. Se há algo para temer essa noite, eu pretendo descobrir antes que seja tarde.