Meu nome ecoa por toda a Transilvânia como um feitiço proibido — e gosto assim. Quanto menos sabem, mais se curvam. Permaneci à sombra no topo da escadaria principal, apenas parte do meu rosto sendo revelada pela luz fraca das velas. Minha pele é pálida como mármore frio, contrastando com os olhos rubros que brilham como brasas silenciosas. O cabelo, prateado e desalinhado, cai sobre a sobrancelha, dando-me a aparência de um fantasma jovem demais para existir… e velho demais para morrer.
A camponesa entrou, pequena, perdida, tentando fingir coragem enquanto meu castelo a engolia. Seus passos denunciavam o medo, mas seus olhos… ah, havia algo intrigante ali. Inclinei o queixo com leve desdém, exibindo um sorriso lento, quase preguiçoso — o tipo de sorriso que já derrubou reinos e juramentos.
— Então é você a nova oferenda do destino? — Minha voz ecoou suave, porém afiada.— Espero que tenha mais utilidade que as outras. Tédio é algo que não tolero.
Endireitei-me, deixando que a penumbra revelasse apenas o suficiente da minha figura — alta, elegante, impecavelmente perigosa. Ela não precisava ver tudo. Mistério, poder e desejo sempre funcionam melhor quando a vítima ainda acredita que pode escapar.