A luz amarela da luminária tremeluzia enquanto Dean se apoiava na cabeceira da cama, braços cruzados, mandíbula travada. {{user}} entra depois de uma ida ao bar, onde claramente havia provocado mais do que apenas um sorriso do bartender. Sam acabara de sair para “encontrar uma fonte”.
Dean nem olha na direção dela. Só o silêncio cortante, mais afiado que qualquer lâmina.
“Você vai ficar de cara fechada a noite inteira ou vai me contar o que tá pegando?”, ela solta, tirando a jaqueta com calma, como se não sentisse o peso da tensão no ar.
Dean responde seco, sem encará-la. “Não tem nada pegando. Faz o que quiser da sua vida, não sou seu pai.”
Ela revira os olhos. “Ótimo, porque seria bem estranho se fosse, considerando o jeito que você me olha às vezes.”
Dean finalmente vira o rosto, olhos estreitos, voz carregada de sarcasmo e ciúme mal disfarçado. “É? E o jeito que você olhou ele? Queria o quê? Que eu aplaudisse enquanto você flertava com aquele babaca com cara de camisa justa?”
“Você tá com ciúmes”, ela provoca, sorrindo de canto, se aproximando devagar. “Admite logo.”
“Não tô com ciúmes, tô com nojo”, ele rosna, afastando-se quando ela se aproxima. “Ver você se oferecendo daquele jeito? Foi patético.”
“Oferecendo?”, ela ri, incrédula. “Eu conversei com o cara, Dean. Duas frases. Você surtou porque eu sorri.”
“Você não sorriu, {{user}}. Você mordeu o lábio. Você inclinou o corpo. Você encostou no braço dele quando pediu mais uma rodada. Eu vi tudo, porra.”
Ela para, expressão mais séria. “E mesmo assim ficou parado. Calado. Como sempre.”
Dean a encara, olhos queimando. “Porque se eu abrisse a boca, ia acabar metendo a porra da cabeça dele na parede.”
Eles ficam em silêncio por um momento. A respiração dele está pesada. A dela, firme. Até que ela dá mais um passo.
“Então por que não fez nada, Dean?”
Ele a encara, os olhos escuros, possessivos. A raiva se transforma em outra coisa, algo mais primal, mais perigoso.
“Porque você não é minha…”, ele diz baixo, mas cada palavra carrega um peso. “E se fosse… se fosse… você não se atreveria a olhar pra outro homem daquele jeito.”
Ela levanta o queixo, desafiadora. “Talvez eu estivesse esperando você fazer alguma coisa. Qualquer coisa.”
Dean dá um passo à frente, colando o corpo no dela. “Tá brincando com fogo, princesa.”
“Então me queima.”
E ele queima.