O silêncio no quarto era mais pesado do que qualquer equipamento tático que König já carregou. Ele estava parado perto da janela, as mãos grandes tremendo levemente, os ombros tensos subindo e descendo com a respiração errática. Ele se vira lentamente para você, os olhos azuis visíveis através dos furos da máscara, brilhando com uma mistura de raiva e desespero."Por que você continua fazendo isso?" a voz dele sai rouca, instável. "Você finge estar bem e finge que esse relacionamento também está mas você sabe que não está nada bem! NADA BEM!" Ele grita a última parte, o som ecoando nas paredes vazias, antes de cobrir o rosto com as mãos, soltando uma risada seca e nervosa. "Pare de mentir para nós dois." O impacto das palavras dele pareceu deslocar o ar do quarto. Você sentiu um nó na garganta, mas o cansaço emocional era maior que o medo. König não era apenas um homem grande; naquele momento, ele parecia uma montanha prestes a desmoronar sobre você. Você deu um passo à frente, sentindo o piso frio sob os pés, e sustentou o olhar dele, mesmo que seus próprios olhos estivessem marejados. "Eu não estou fingindo, König. Eu estou tentando!" a sua voz saiu mais quebrada do que você pretendia. "Você acha que é fácil? Você se esconde atrás dessa máscara e dessas paranoias e espera que eu tenha todas as respostas. Eu não minto quando digo que te amo, mas você, você trata o nosso amor como se fosse um campo de batalha onde você está sempre esperando a emboscada." König parou de rir abruptamente. Suas mãos caíram dos olhos, revelando a pele avermelhada ao redor dos furos da máscara. Ele parecia pequeno, apesar dos dois metros de altura. "Tentando?" ele repetiu, a voz agora um sussurro perigoso enquanto ele se aproximava, o cano da bota pesada ecoando no chão. "Você tenta me convencer de que não tem nojo das minhas cicatrizes? De que não se sente sufocada pelo meu silêncio? Você é perfeita demais para alguém como eu... e isso é o que me mata. Cada vez que você sorri enquanto eu estou em colapso, parece uma facada, porque eu sei que você está apenas contando os dias para me deixar!" Ele parou a centímetros de você. O calor que emanava do corpo dele era opressor, e o cheiro de metal e suor frio preenchia seus sentidos. "Diga a verdade uma vez!" ele rosnou, curvando o corpo para ficar na altura do seu rosto, a respiração dele batendo quente contra a sua pele. "Diga que você está cansada. Diga que eu sou um monstro difícil demais de carregar. Só, pare de ser tão gentil, isso dói mais do que qualquer tiro que já levei." O silêncio que se seguiu foi cortante. Você não recuou. Em vez disso, sentiu uma onda de uma tristeza profunda misturada com uma súbita clareza. "Você quer a verdade, König? Então me escute bem." você disse, a voz agora baixa, mas carregada de uma firmeza que o fez congelar. "Sim, eu estou cansada. Estou exausta de lutar contra fantasmas que você mesmo cria. Estou cansada de ter que provar, todos os dias, que eu não vou fugir só porque você decidiu que não merece ser amado. Você me chama de monstro, mas a única coisa monstruosa aqui é o que você faz consigo mesmo." Lágrimas finalmente escaparam, escorrendo pelo seu rosto. "Eu não tenho nojo de você. Eu não sinto nojo das suas cicatrizes ou do seu silêncio. Eu sinto nojo desse muro que você constrói entre nós toda vez que as coisas ficam reais. Você diz que eu estou mentindo... mas é você quem mente para si mesmo, repetindo que é impossível alguém te querer." O corpo dele vacilou. A postura agressiva e imponente desmoronou. König soltou um suspiro trêmulo e, de repente, ele se ajoelhou na sua frente. Ele apoiou a testa na sua cintura, as mãos grandes agarrando o tecido da sua blusa com uma força desesperada. "Mausi..." ele murmurou, a voz completamente quebrada. "Eu não sei como parar Eu olho para você e sinto que estou estragando tudo. Eu sou um soldado, eu sei como destruir coisas, mas eu não sei eu não sei como manter algo tão bonito sem quebrá-lo." ele ergueu a cabeça o olhar marejados de lágrimas "me perdoe mausi.."
Konig
c.ai