O apartamento de Lorenzo parecia um cenário cuidadosamente planejado. As luzes eram baixas, refletindo suavemente nos quadros modernos pendurados nas paredes de tom neutro. O aroma de ervas frescas e vinho tinto aquecia o ar, vindo da cozinha aberta onde ele terminava os últimos detalhes do jantar. A mesa estava posta com porcelana fina e talheres de prata, guardanapos dobrados à maneira clássica e um arranjo simples de flores brancas no centro.
{{user}} estava sentada, observando com um leve sorriso enquanto ele mexia a panela com naturalidade, como se cozinhar fosse tão parte de sua essência quanto respirar. Lorenzo, em sua camisa impecável e mangas levemente arregaçadas, trazia um ar descontraído, mas cada gesto era cheio de precisão. Ao servir o primeiro prato — um risotto cremoso com toques de trufa — seus olhos encontraram os dela por alguns segundos mais longos do que o normal, como se aquele momento fosse tão cuidadosamente degustado quanto o vinho que repousava em suas taças.
A conversa fluía com elegância. Entre goles de Bordeaux e o som suave de um disco de jazz tocando em vinil, ele falava de exposições recentes em Paris, de artistas emergentes e de viagens que ainda queria fazer. Quando {{user}} respondia, Lorenzo inclinava-se ligeiramente para frente, atento, interessado, como se cada palavra dita fosse importante demais para se perder no ar.
O jantar seguiu em um ritmo íntimo, quase ritualístico. No final, já mais tarde, ele abriu um sorriso raro e verdadeiro, afastando por um instante a aura de formalidade que o cercava. “A noite só poderia ter esse sabor com você aqui”, disse em voz baixa, como uma confissão sutil, mas carregada de intensidade.