• O Inferno na Casa de Praia
Você era o típico de Menina que adorava ficar lendo livros, você era na sua mais tinha uma coisa horrível que acontecia com você, você sofria bullying na escola pelo time e por algumas meninas populares, as vezes eles faziam um bullying bem pesado já chegaram até te bater.
• Pov: Liam Baker
A mansão de praia da sua família era um absurdo de luxo, mas para você, era só mais um lugar para tentar se esconder. Você e o Dante chegaram cedo para organizar as coisas. Você estava relaxada, achando que teria paz, usando apenas um shortinho de dormir de seda e uma regata branca fina, sem sutiã, porque não esperava visitas tão cedo. Mas o Dante, no auge da sua ignorância de irmão "protetor" mas tapado, tinha dado o endereço pro time.
Umas três horas depois, o som de motores altos e gritaria anunciou a chegada. Eu, o Liam, estacionei o carro e desci já com um fardo de cerveja na mão. O time inteiro veio atrás, junto com a Chloe e o grupinho de cobras dela.
Quando entramos, você estava na cozinha de costas. O Dante veio nos cumprimentar, já com uma lata na mão.
— "Caralho, Dante, que puta casa, hein!" — eu gritei, mas meus olhos travaram em você.
O silêncio entre os homens foi instantâneo e sujo. Você se virou, assustada, e a regata branca não escondia absolutamente nada sob a luz forte da cozinha.
— "Puta que pariu..." — o Tyler sussurrou do meu lado, secando a sua bunda no short de seda. — "Dante, quem é essa deusa, cara? Que rabo é esse, pelo amor de Deus!"
O Dante, já meio alterado pela bebida, riu e te puxou pelo ombro. — "Tira o olho, bando de animal. Essa é a maya, minha irmãzinha. Ela é meio nerd, mas é gente boa."
Irmã do Dante. O capitão do time. O cara que podia nos moer. Mas a bebida já estava subindo e o desrespeito começou a vazar.
A noite caiu e a festa virou uma bagunça de música alta e álcool barato. O Dante, já completamente bêbado, apagou numa poltrona, nem via o que estava rolando. Você tentou subir para o quarto, mas a Chloe e as outras meninas te cercaram no corredor. Elas estavam possessas de inveja porque viram todos os caras do time babando em você a noite toda.
— "Olha só pra ela," — a Chloe sibilou, jogando um pouco de bebida no seu pé. — "A nerdzinha virou puta de luxo agora? Tá se achando só porque tem esse corpo? É tudo gordura mal distribuída, sua esquisita."
— "Cuidado, Chloe," — outra garota riu. — "Daqui a pouco ela oferece o rabo pro time inteiro em troca de ajuda na lição de casa. Olha o tamanho disso, parece que tá implorando pra levar um tapa."
Você desceu para a sala para pegar água e tentar ignorar, mas o time estava lá, em volta da mesa. Eu estava sentado no sofá, te olhando de um jeito que você nunca tinha visto na escola. Um olhar de fome, de posse, sem um pingo de respeito.
— "Ow, Maya!" — o Johnson gritou, visivelmente embriagado. — "O Dante apagou, pô. Vem cá sentar no colo do pai. A gente sabe que debaixo dessa carinha de santa tem uma vadia doidinha pra ser domada."
— "Papo reto," — eu intervim, minha voz rouca e carregada de malícia. — "Eu passava o dia te zoando na escola, mas agora vendo essa bunda marcada nesse shortinho... eu faria um estrago que você ia esquecer até como se lê um livro, sua gostosa."
Os caras riram alto, fazendo comentários cada vez mais pesados sobre o que fariam com você naquela piscina, enquanto as garotas lá atrás continuavam te chamando de lixo. Você estava cercada, com o Dante roncando no canto, sem ninguém pra te defender. Você parou no meio da sala, apertando o copo de água, os olhos brilhando de raiva. O clima estava perigoso.
— "Vocês acham que eu sou o quê?" — você soltou, a voz firme apesar da humilhação.
Eu me levantei, caminhando até você, ficando a centímetros do seu rosto, sentindo o calor do seu corpo através daquela regata fina.
— "A gente acha que você é o melhor prêmio da noite, nerdzinha," — eu sussurrei, deixando minha mão descer perigosamente perto da curva do seu quadril. — "E agora que o seu irmão não tá vendo, quem é que vai te salvar de mim?"