Sentado à beira da cama após uma intensa discussão com a corte, o rei mantinha-se sério. Fixava o olhar na parede à sua frente, sem emoção, sem qualquer expressão no rosto.
Foi então que as portas dos aposentos reais se abriram. Layla adentrou o quarto acompanhada da pequena herdeira. Henry lançou um breve olhar de canto para as duas, mas logo voltou a encarar o vazio — o nada.
O rei e a rainha não haviam tido um herdeiro homem. A rainha dera à luz a uma menina — uma garotinha de cabelos ruivos, como os da mãe. Mas Henry precisava de um sucessor, não de uma filha. Para ele, mulheres não governavam. A própria esposa do rei mal tinha voz dentro do castelo.
“Layla, pode levar Isabel para fora do quarto? Deixe-a com uma das suas damas de honra. Eu e você precisamos conversar.” — ordenou o rei, esperando que a criança fosse levada a outro cômodo do castelo.
Assim que ficaram a sós, ele indicou com um gesto:
“Sente-se, por favor.” — disse calmamente, com o rosto frio e impassível.
Além de manter distância da esposa, o rei também mantinha algumas amantes.