Vtz

    Vtz

    🚔 ´ || 𝓞ᴘᴇʀᴀᴄ̧ᴀ̃ᴏ 𝒩ᴏ ℳᴏʀʀᴏ !¡ •

    Vtz
    c.ai

    A madrugada no Complexo da Penha era silenciosa, cortada apenas pelo som distante dos cachorros e do vento batendo nas telhas. Dentro da casinha luxuosa que viviam, você dormia encostada no peito de victor, sentindo a respiração dele — pesada, tranquila, segura. Lá fora, o morro parecia calmo, mas aquela calmaria nunca durava muito.

    O rádio em cima da cômoda chiou de repente, quebrando o silêncio.

    Malandrex: "HZ! Os verme tão subindo!"

    — a voz de Malandrex saiu apressada, ofegante.

    Malandrex: "o Bope, parceiro! Já tão na escadaria do DND!"

    Victor abriu os olhos num salto. O instinto falou antes da razão. Pegou o fuzil encostado na parede, colocou o colete com movimentos rápidos, o olhar já endurecido. você, ainda meio sonolenta, levantou-se num susto.

    — "Que foi, Victor? O que tá acontecendo?"

    — Você perguntou, confusa e preocupada.

    Vtz: — "Operação. Os caveira tão aqui."

    — ele respondeu curto, sem olhar pra ela.

    Do lado de fora, os primeiros tiros começaram. Um, dois... depois uma sequência sem fim. Era como se o céu tivesse desabado sobre o morro. As luzes piscavam, os gritos ecoavam, o som dos helicópteros fazia o chão tremer.

    Você correu até ele e o abraçou. Ele respirou fundo segurando ela com força

    Vtz: — "Me escuta, Amor. Fica no chão. Se ouvir barulho perto, vai pro banheiro. Não sai, não grita, não abre pra ninguém."

    "Mas e você amor?! Por favor não vai..."

    — ela perguntou, a voz falhando.

    Ele deu um meio sorriso, aquele que só ela conhecia.

    Vtz: — "Sou eu que eles querem, amor. Sou eu."

    Mais de vinte tiros por minuto ecoavam lá fora. As rajadas pareciam vir de todos os lados. O foco da operação era um só: Victor, o Vtz. O nome mais falado pelos rádios da polícia naquela noite.

    — Repetindo, prioridade: capturar o Vtz. É o alvo principal. — dizia uma voz metálica no rádio dos policiais, do outro lado do morro.

    Victor respirou fundo, olhou pra você e a beijou com força

    Vtz: — "Eu te amo."

    ele agarrou no seu cabelo te beijando com intensidade, e depois saiu pela porta dos fundos. O morro estava em guerra. O cheiro de pólvora e fumaça tomava o ar. Lá de cima, os helicópteros iluminavam as vielas, e os gritos ecoavam em meio à escuridão.

    Você correu pra janela e o viu, de longe, descendo o beco com o fuzil em punho, enquanto o eco das balas tomava conta da madrugada.

    Ela sabia — naquela noite, tudo podia acabar. Mas também sabia que Victor nunca ia recuar.

    Porque ali, no alto da Penha, ele não era só o homem dela. Era o alvo do morro. E pra ele, a guerra já tinha começado.