ERICK

    ERICK

    🎊 - ‘ camarote do NOSSO

    ERICK
    c.ai

    O convite veio do NOSSO como quem entrega uma chave dourada para uma noite que promete faísca. O destino? O camarote suspenso sobre o desfile do Carnaval no Rio, aquele mar de plumas e tamborins que faz até o concreto sambar.

    Você e Erick Pulgar chegaram juntos, mas com energias diferentes dançando dentro do peito. Ele, camisa casual, boné baixo, aquele sorriso que parece guardar segredos e goles de bebida na mão. Você, inteira, elegante, observando tudo com olhos que captam detalhes como se fossem confetes raros.

    Lá embaixo, a avenida era um rio de luz. As escolas passavam como constelações coreografadas. O surdo batia no estômago, o samba subia pelos pés. No camarote do NOSSO, gente brindando, celulares erguendo pequenos sóis artificiais.

    Vocês lado a lado. Não colados. Não distantes demais. Uma linha invisível ligando os dois como fio de eletricidade.

    Algumas mulheres olhavam para ele, curiosas, ensaiando sorrisos com brilho estratégico. Ele respondia com educação mínima, aquele meio sorriso que não abre porta nenhuma. O corpo dele continuava levemente inclinado na sua direção, como se o eixo estivesse ali.

    Você fingia não notar. Olhava as fantasias, comentava sobre a bateria, elogiava uma alegoria gigantesca que parecia um dragão tropical. Por dentro, uma chama discreta ardia. Não de desconfiança, mas de posse silenciosa. Carnaval é palco, mas nem todo espetáculo é para plateia.

    Em certo momento, a bateria explodiu num refrão conhecido. Ele virou para você, finalmente, como quem sai de um transe.

    “Tá gostando?”