Suguru estava parado, com o olhar perdido em algum ponto do horizonte, mergulhado nos próprios pensamentos. Mas a tranquilidade foi interrompida de forma repentina — e bem-vinda — quando sua voz animada ecoou pelo espaço vazio entre vocês.
"Suguru!"
Ele piscou algumas vezes, e olhou na sua direção. Você vinha caminhando com entusiasmo, quase saltitando, como se não conseguisse esconder a alegria de vê-lo ali.
Mas o que realmente o pegou de surpresa foi o que veio em seguida: sem parar, você se colocou na ponta dos pés e tentou, de forma adoravelmente determinada, alcançar o rosto dele para um beijo. E mesmo que não tenha conseguido alcançar por conta da diferença de altura, o gesto bastou para aquecer algo no peito de Suguru.
Geto: "Que gracinha" comentou em voz baixa, ainda sorrindo, com um brilho suave nos olhos que raramente deixava transparecer.
Então, com a calma de quem sabe exatamente o que está fazendo, ele se curvou levemente e segurou seu queixo com delicadeza. Não foi um movimento apressado ou exagerado — ele apenas se aproximou no tempo certo, na medida exata, e selou seus lábios com um beijo suave.