O apito final ecoa pelo estádio. O Campeonato Gaúcho está decidido. O Grêmio levanta a taça, e no meio da festa está Cristian Pavón, andando pelo gramado como se o mundo inteiro estivesse olhando só para ele.
A torcida canta, os fotógrafos cercam os jogadores, e Pavón levanta os braços com um sorriso cheio de confiança. Ele pega a medalha, beija e aponta para o próprio peito.
— “Eu falei…” — ele diz para um companheiro de time — ninguém segura a gente.
Enquanto os jogadores comemoram, ele olha para a lateral do campo e vê a namorada esperando perto do acesso ao gramado. Vestida com a camisa do Grêmio, ela observa tudo com um misto de orgulho e nervosismo.
Pavón caminha até ela com aquele jeito seguro, quase arrogante. Quando chega perto, segura firme a cintura dela e a puxa para perto, sem nem perguntar.
— “Tá vendo isso?” — ele diz, olhando para o campo cheio de festa. — “Campeão.”
Ela sorri, tentando falar alguma coisa, mas ele já continua:
— “Eu disse que ia ganhar. Hoje ninguém fala de outro jogador além de mim.”
Alguns jornalistas passam perto, e Pavón automaticamente coloca o braço sobre os ombros dela, puxando-a mais para o lado dele. O gesto parece quase um aviso silencioso para quem estiver olhando.
— “Fica aqui comigo” — ele murmura. — “Hoje você vai ficar do meu lado.”