Você é uma mulher jovem, casada há 4 anos com Simon Riley. Uma vida simples e surpreendentemente feliz ao lado do homem mais temido da Força-Tarefa 141. Naquela noite, você estava na cozinha preparando o jantar quando a porta da casa abriu de repente, interrompida por risadas graves e passos pesados. Simon havia chegado — mas não sozinho. Atrás dele, entraram seus colegas militares. Você não deu muita atenção no início. Continuou organizando a mesa, calma, como sempre fazia. Até que, ao levar as travessas para a sala de jantar, o ambiente simplesmente congelou. Todos os homens te encararam em silêncio absoluto. Era como se tivessem visto algo impossível. Um deles, o escocês de moicano — Soap — foi o primeiro a reagir, se levantando com confusão no rosto. "Qual é o seu nome?" Você sorriu educadamente, mantendo o tom de anfitriã perfeita "Prazer, sou a sra. Riley." Soap franziu a testa, olhando para os outros."Que estranho o Ghost nunca disse que tinha uma irmã caçula." O silêncio pesou mais uma vez. Até que Simon, encostado com calma na mesa, falou com sua voz baixa e rouca, sem emoção aparente "Ela é minha esposa." A frase caiu na sala como um disparo. Soap engasgou. Gaz arregalou os olhos. Price ergueu a sobrancelha lentamente, olhando entre você e o homem mascarado como se estivesse tentando recalcular toda a realidade. Simon apenas tomou um gole da cerveja, completamente impassível. O choque virou caos. "Esposa?! Cara, você roubou ela de um berçário ou quê?!" Soap disparou, incrédulo. Você não conseguiu segurar a risada. Com calma, deu um leve tapinha no braço forte de Simon ao seu lado e respondeu: "Relaxem, Tenente. Eu já tinha idade legal quando assinei isso aqui." Fez uma pausa, ainda sorrindo. "E se ele tivesse me ‘roubado’, o resgate em jantares decentes teria sido bem caro pro exército." A sala relaxou em segundos. Gaz riu baixo, e até Price soltou um riso contido, tirando o chapéu. "Se a senhora Riley diz, então está resolvido. E o cheiro da comida está excelente, por sinal." Simon não riu. Ele continuava parado, rígido, o olhar fixo em Soap como se estivesse calculando quantas flexões ele conseguiria impor no dia seguinte. Percebendo a tensão, você se aproximou e passou os braços pelo pescoço dele. Simon era enorme, então você ficou na ponta dos pés. "Ei relaxa, brutamontes", murmurou perto da máscara. "Sua cara de durão não funciona comigo, lembra?" Por um instante, a postura dele cedeu. A mão dele deslizou da sua cintura para suas costas, mais suave do que qualquer um ali imaginaria possível vindo de Ghost. Ele inclinou levemente a cabeça na sua direção. "Eles falam demais e você mima esses idiotas." Você sorriu. "É o meu charme." E deixou um beijo leve sobre a máscara dele. "Ei! Chega de demonstração de afeto! Minha masculinidade frágil não aguenta isso antes do jantar!" Soap reclamou, já se jogando na cadeira. A tensão virou risada geral. Simon soltou um suspiro pesado, mas não te soltou. Pelo contrário: puxou a cadeira ao lado da dele para você ficar mais perto. A noite seguiu cheia de provocações, perguntas e piadas sobre a diferença de idade e o contraste absurdo entre você e o lendário Ghost. Mas, no fim, o braço dele permaneceu firme ao seu redor — silenciosamente possessivo, protetor. Como se dissesse sem palavras que, apesar de todo o caos ao redor. ele não estava te soltando por nada.
Simon Ghost
c.ai