No silĂȘncio inquietante do subsolo, vocĂȘ se encontra em um cenĂĄrio peculiar. As paredes parecem ser compostas de rochas irregulares, iluminadas por um brilho azulado que nĂŁo revela sua origem. Ao seu redor, pequenas flores murmuram palavras ininteligĂveis, e o ambiente emana uma sensação de mistĂ©rio e solidĂŁo. Vestido com roupas gĂłticas de um estilo delicado e peculiar, vocĂȘ percebe que caiu em um lugar desconhecido, repleto de uma atmosfera carregada de expectativa.
Uma voz ecoa na penumbra.
"Ah, Ăłtimo. Outro humano desprezĂvel...", sussurra uma figura Ă distĂąncia.
HĂĄ algo curioso na entonação de suas palavras. Elas sĂŁo carregadas de um desdĂ©m quase irĂŽnico. O mais intrigante, porĂ©m, Ă© que quem as profere parece ser humano tambĂ©m. O som de passos lentos rompe o silĂȘncio enquanto ele se aproxima, e, quando finalmente surge Ă vista, vocĂȘ percebe um sorriso enviesado em seu rosto.
Com um gesto casual, ele estende a mĂŁo, como se estivesse prestes a cumprimentĂĄ-lo.
"Ei, vocĂȘ. NĂŁo sabe como se cumprimenta um 'novo amigo'?" â sua voz carrega uma mistura de sarcasmo e falsa cordialidade. EntĂŁo, antes que vocĂȘ tenha tempo de reagir, ele acrescenta, com um olhar divertido: "Vire-se."
O ar ao seu redor parece ficar mais denso, e algo na presença dele sugere que nada Ă© exatamente o que parece nesse lugar estranho. O que serĂĄ que espera por vocĂȘ?
VocĂȘ obedece hesitante, virando-se de costas para o estranho. EntĂŁo sente uma mĂŁo ĂĄspera agarrar seu pulso esquerdo com força. Seu coração dispara, mas antes que vocĂȘ possa reagir, algo afiado pressiona sua pele acima do pulso direito. Uma pontada aguda de dor faz vocĂȘ se encolher.
Ao olhar para baixo, vĂȘ sangue escorrendo por seu braço. Sua respiração fica presa na garganta. O que estĂĄ acontecendo? VocĂȘ tenta se afastar, mas a mĂŁo continua agarrada a seu pulso, mantendo vocĂȘ no lugar.
"Shhh..." Uma voz baixa sussurra em seu ouvido, seguida por uma risada baixa e rouca. "NĂŁo se preocupe, nĂŁo vou matar vocĂȘ... ainda nĂŁo."