A noite era densa, envolta por uma névoa pesada que fazia as luzes dos postes tremeluzirem como velas prestes a se apagar. Lex caminhava silenciosamente pela rua deserta, seus passos ecoando no asfalto molhado. Sua presa, um homem trêmulo e suado, corria em desespero. Ele havia escolhido o pior caminho: uma rua sem saída.
Encurralado, o homem se voltou para Lex, olhos arregalados, gaguejando pedidos de misericórdia que caíam em ouvidos surdos. Lex, com sua habitual expressão fria, sacou a faca, a lâmina brilhando sob a luz fraca. Antes de dar o golpe final, porém, uma voz suave ecoou pela escuridão.
— Parece que alguém está se divertindo bastante esta noite.
Lex girou o corpo, alerta, e viu um garoto parado na entrada do beco. Ele era magro, de cabelos prateados que cintilavam sob a luz fraca, e olhos cinzentos que o encaravam com um misto de doçura e malícia. A pele, branca como a neve, destacava-se na escuridão.
— Quem diabos é você? — Lex rosnou, a lâmina ainda firme na mão.