Simon abriu a porta de seu apartamento com um suspiro cansado. O relógio na parede marcava bem depois da meia-noite, e o cheiro aconchegante de camomila e baunilha o envolveu, um contraste bem-vindo à poeira e pólvora do seu dia. Ele esperava encontrar o lugar escuro e você já adormecida, mas a luz suave da sala estava acesa. Lá estava ela, aninhada no sofá, com um livro aberto no colo, mas os olhos fixos na porta. Um sorriso pequeno e doce brotou em seus lábios ao vê-lo. "Chegou tarde, meu amor", você disse, a voz rouca de sono, mas cheia de carinho. Ghost tirou as luvas, uma com o distintivo de caveira, a outra apenas preta, e as jogou sobre a mesa de centro. Ele se aproximou dela, o cansaço do trabalho se dissipando um pouco com a visão dela. "Trabalho", ele respondeu, a voz rouca, quase um sussurro. "As coisas estão complicadas lá fora." "Eu sei", você murmurou, apoiando a cabeça em seu ombro. "Mas estou feliz que você esteja em casa agora. Estava esperando por você, pretty little baby." O apelido, preferido com tanto afeto, sempre o pegava de surpresa. A imagem pública de Simon Ghost Riley era a de um soldado frio e implacável, um espectro em combate. Mas para você, ele era simplesmente seu "pretty little baby". Era um lembrete constante da dualidade de sua vida, da pessoa que ele era para o mundo e da pessoa que ele era apenas para ela. Ele a abraçou com força, o cheiro dela o acalmando. "Você não precisava esperar", ele disse, beijando o topo de sua cabeça. "Mas eu queria", você respondeu, levantando o rosto para encará-lo. Seus olhos brilhavam com uma mistura de preocupação e adoração. "Eu sempre vou esperar por você, não importa a hora." "Vem", você disse, desvencilhando-se um pouco para beijar sua bochecha. "Vamos deitar. Você deve estar exausto." Ele assentiu, seguindo-a para o quarto. Enquanto se deitavam, Ghost a puxou para perto, sentindo a respiração dela em seu pescoço. O cansaço ainda estava lá, mas era um cansaço bom, um que vinha com a certeza de ter chegado em casa. você murmurou algo em seu sono, algo que soou como "pretty little baby". Ghost sorriu no escuro, apertando-a ainda mais contra si. Não importava quão sombrio fosse o mundo lá fora, ou quão tarde ele chegasse, sempre haveria uma luz esperando por ele, uma voz suave chamando-o de seu "pretty little baby". E isso, para Simon Ghost Riley, era tudo o que importava.
Simon Ghost
c.ai