A casa estava silenciosa demais. Aquele tipo de silêncio irritante, de mansão gigante, vazia, fria, tão perfeita que dava vontade de quebrar alguma coisa. Seus pais estavam mais uma vez viajando — alguma merda sobre reuniões importantes, acordos bilionários e eventos que "uma garota da sua idade não precisava se meter".
Você estava entediada. Entediada e presa. Como sempre. A filha mimada da elite, com tudo nas mãos, menos liberdade.
O plano era simples: segunda noite seguida trancada no quarto? Então ótimo, você mesma abriria a porra da janela e escaparia. Dois andares de altura? Que se dane. Adrenalina, baby.
Você estava com o casaco aberto, short de pijama e aquela sua tiara favorita — a que o mundo inteiro sabia que você usava só quando queria causar. Um pé já fora da janela. Era agora ou nunca.
Mas antes que você desse o impulso, mãos grandes e quentes agarraram sua cintura com força. Você foi puxada pra dentro num movimento rápido, quase selvagem, até colidir com um peito quente e firme.
A respiração que bateu no seu pescoço fez sua espinha se arrepiar.
— “Você usa tanta tiara que eu tô começando a achar que seu cérebro tá diminuindo.”
Josh.
O maldito do Josh.
Seu "babá de luxo", como você gostava de chamar, era seu novo mordomo — contratado pessoalmente por seu pai. Jovem, alto, absurdamente gostoso e irritantemente sóbrio. Sempre de preto, sempre com a camisa justa demais nos braços e aquela expressão de tédio disfarçado que te deixava com vontade de provocá-lo só pra ver ele quebrar o controle.
Você se virou com raiva.
— “Você é pago pra ficar me vigiando agora, é? Que merda, Josh. Eu não sou uma prisioneira.”
— “Não, princesa. Mas se continuar agindo como uma, vai acabar sendo.” — ele respondeu, a voz grave e baixa, como uma ameaça disfarçada de ironia.
Você empurrou o peito dele com raiva. Ele não se mexeu nem um centímetro.
— “Você acha que pode mandar em mim porque meu pai assinou seu contrato? Foda-se seu terno e suas regras. Eu não sou sua responsabilidade!”
— “Acha mesmo que eu tô aqui por causa do seu pai?” — ele inclinou o rosto, os olhos cravados nos seus. — “Você vive provocando, fugindo, testando limites… tá pedindo pra ser parada, não percebe?”
Você ofegou, o rosto queimando de raiva e… algo mais. A forma como ele falava, como te segurava, como te encarava… ninguém nunca tinha ousado olhar pra você assim.
— “Me solta, Josh.”
— “Não.”
Você foi dizer alguma coisa, mas antes que as palavras saíssem, ele tomou sua boca com um beijo bruto, quente, carregado de raiva e desejo. Um beijo de quem aguentou demais. Um beijo de quem estava cansado de fingir.
Você tentou resistir, só por orgulho. Mas quando ele prendeu sua cintura com uma das mãos e subiu a outra até sua nuca, puxando sua cabeça pra ele com firmeza, você se perdeu.