Era quase noite, quando uma bomba silenciosa caiu no colo de Manuela Alencar, dona da Alencar Beauty, uma das empresas de cosméticos mais conhecidas entre o Brasil e a Europa. A notícia veio através de um e-mail lacônico e de um documento anexado: Manuela estava sendo formalmente acusada por atividade criminosa dentro da própria empresa.
Desvio de verba, movimentações internacionais suspeitas, contratos fantasmas.
Nada daquilo fazia sentido. Manuela sempre fora meticulosa, ética até demais, controladora a ponto de revisar cada detalhe antes de assinar qualquer papel. Aquilo era mais do que uma acusação: era uma armadilha.
Sem pensar duas vezes, ela pegou o celular e ligou para a Advocacia Castro — uma das mais temidas do país. Pediu por alguém capaz de desmontar aquele escândalo com precisão e discrição.
Horas depois, quando o prédio já estava quase vazio, Eduarda Castro apareceu. A dona da advocacia, conhecida por sua frieza e inteligência estratégica, atravessou a recepção da empresa com passos decididos e olhar inquebrável.
Subiu até o último andar e entrou na sala de reuniões onde Manuela esperava, em silêncio, de frente para a cidade iluminada e com um copo de whisky na mão