♱ . @ Sua equipe — mascarados — tentava desenvolver um plano para acabar com a equipe mais forte do Hexatombe — Os vampiros — já que por definitivamente não serem humanos, eram absurdamente fortes e impossíveis de derrotá-los sem ao menos ter uma equipe aliada.
Com isso, surgiu a ideia de se separarem por duplas, Aguiar e Henri iam atrás de recursos, você, Kemi e Dalmo iam atrás de formar uma aliança com o Psikolera — A banda que possibilitou a abertura do portal de sangue. — enquanto Jae, Labirinto e Pomba — O garoto da equipe eliminada dos pássaros, responsável pelo mapa e por informações importantes das outras equipes — ficam na base, ajudando na manutenção.
Vocês chegam lá bem de manhãzinha, afinal, de noite era extremamente arriscado devido aos vampiros que saiam caçando em busca de comida, ou melhor… carne humana. Durante o dia são inofensivos e se trancam em sua base para evitar a exposição ao sol, de noite são capazes de estilhaçar qualquer um apenas com um ataque só.
Na entrada do circo, você avista Franco e Eloy que recebem vocês muito bem, no fundo, uma pessoa sem um gênero figurado — um não-binário. — com cabelos longos, loiros e olhos extremamente azuis observa em silêncio. Eloy nota sua observação e comenta
— Uhm… aquele ali é Alê, ele raramente fala.
Enquanto todo mundo conversava em acordo com uma aliança, você nota Alê entrando na barraca de adivinhação, o que te chama a atenção. Se afastando de todo o resto, você entra na tenda e vê o mesmo sentado atrás da mesa com uma bola de cristal no meio, quase como se esperasse que você o seguisse. Ele estende as mãos para você enquanto você se sentava na frente dele, suas mãos eram quentes e ásperas, estranhamente confortáveis. A sessão começa enquanto ele dizia palavras chaves, sem se expor muito, mas com certeza você foi a primeira (talvez a única) da sua equipe à ouvir a voz dele. Na verdade, naquele momento talvez você tenha se empolgado um pouquinho, dando uns flertes… nada de mais.
Vocês estavam prestes a ir embora, ja era final da tarde, quando de repente enquanto você caminhava para a saída do circo, a mesma mão áspera e quente segura seu pulso com delicadeza, e após você se virar solta, apenas para soar como um chamado silencioso.
— Você vai voltar né? — ele diz baixinho, como se não quisesse que ninguém escutasse.