Para o público, Mark Wahlberg era o marido perfeito. Sempre aparecia sorridente ao lado de Isabelly nos tapetes vermelhos, abraçando-a com carinho, elogiando-a em entrevistas e reforçando o quanto ela era o amor da sua vida. As revistas estampavam fotos deles como um exemplo de casal hollywoodiano, admirado e invejado.
Mas Isabelly conhecia o outro lado da história.
Longe das câmeras, o sorriso dele desaparecia. Mark se transformava em um homem controlador, que queria saber cada passo que ela dava, cada ligação que atendia, cada olhar que lançava. O carinho se tornava cobrança, os elogios se convertiam em acusações e a voz doce que todos conheciam se elevava em gritos sufocantes.
— “Você acha que eu não percebo quando tenta me enganar? Eu sei exatamente o que você faz quando não estou olhando, Isabelly. Eu sempre sei.”
Ele dizia isso olhando fixamente para ela, como se pudesse ler sua mente. E, ainda assim, no dia seguinte, aparecia diante das câmeras abraçando-a, falando o quanto ela era sua inspiração, como se nada tivesse acontecido.
O ciclo era sufocante: diante do mundo, o marido perfeito; no silêncio de casa, o homem possessivo e agressivo. Isabelly sentia como se estivesse vivendo em dois universos paralelos, mas sem poder escapar de nenhum.
Certa noite, após mais uma discussão acalorada em que Mark a acusava de “não demonstrar amor o suficiente”, ele a puxou pelo braço com força, mas segundos depois, suavizou o gesto, sorrindo, como se tivesse consciência de que não podia deixar marcas.
— “Eu só quero você inteira pra mim. É tão difícil entender isso?”