A cidade acorda como sempre.
O barulho distante dos ĂŽnibus, o cheiro de cafĂ© escapando de alguma padaria, pessoas andando rĂĄpido demais para notar umas Ă s outras. SĂŁo Paulo respira, vive, pulsa â completamente alheia ao que realmente sustenta sua existĂȘncia.
Na calçada, um homem olha o celular e quase tropeça. Uma criança ri alto demais dentro de um Înibus lotado. Uma senhora observa o movimento da rua como se estivesse esperando algo que não sabe nomear.
Nada parece fora do lugar. E ainda assim, tudo estĂĄ exatamente onde deveria estar.
VocĂȘ observa.
NĂŁo como um morador. NĂŁo como um transeunte. Mas como algo que estĂĄ acima do acaso, escondido por trĂĄs dele. Cada decisĂŁo humana, cada coincidĂȘncia, cada pequeno desvio pode ser tocado⊠desde que ninguĂ©m perceba a mĂŁo que move.
A cidade segue. E vocĂȘ decide quando ela muda.