A madrugada havia terminado tarde demais. O evento beneficente organizado pela elite política de Londres tinha consumido horas da noite anterior — sorrisos diplomáticos, apertos de mãos calculados, investidores estrangeiros, fotógrafos e conversas vazias que Cassian suportava apenas porque fazia parte do jogo.
Depois disso, nem sequer voltou diretamente para casa.
Às duas da manhã, já estava novamente sentado diante da enorme mesa de reuniões da cobertura empresarial da Ainsworth Global Holdings, participando de uma videoconferência com acionistas de Tóquio e Singapura devido ao fuso horário.
Quando finalmente entrou no carro para voltar para Blackthorne Manor, o céu já começava a clarear. . . Naquela manhã, pela primeira vez em semanas, Cassian havia cancelado toda a agenda.
Sem reuniões, sem chamadas, sem investidores, sem imprensa, apenas descanso Ou pelo menos era o que pretendia.
As cortinas do quarto principal permaneciam fechadas, impedindo que a luz cinza da manhã inglesa atravessasse o ambiente silencioso. O ar carregava o leve aroma amadeirado do perfume dele misturado ao cheiro limpo dos lençóis e Cassian dormia profundamente pela primeira vez em dias.
O braço repousava sobre o próprio abdômen enquanto a respiração lenta denunciava o cansaço acumulado.
O relógio marcava quase onze da manhã. Algo extremamente incomum para um homem que normalmente já havia comandado metade do mercado europeu antes das sete.
Mas então… um ruído suave ecoou pelo quarto.