Charles Leclerc
    c.ai

    A luz suave do abajur deixava o quarto num clima calmo e aconchegante. Você e Charles estavam deitados na cama, cobertos, assistindo Drive to Survive na TV. Ele mantinha o braço ao redor da sua cintura, enquanto você apoiava a cabeça no peito dele, ouvindo o coração bater num ritmo tranquilo.

    Mas, quando o episódio começou a falar sobre Jules Bianchi, tudo mudou.

    Você sentiu no mesmo instante: o corpo de Charles ficou tenso. O carinho que ele fazia nas suas costas parou. O olhar dele, antes distraído e sereno, agora estava preso à TV, mas parecia perdido — como se tivesse sido puxado para muito longe dali.

    Você levantou um pouco o rosto, apenas para ver que ele encarava a TV com o olhar perdido, os olhos brilhando mais do que antes. O maxilar dele estava travado, e ele mordia o lábio inferior, como quem tenta segurar uma dor muito maior do que consegue.

    Com delicadeza, você pegou na mão dele, entrelaçando seus dedos. Charles piscou algumas vezes, tentando disfarçar a emoção, mas a tristeza era visível. Ele respirou fundo e, com a voz rouca e falha, sussurrou:

    — Eu sinto tanta falta dele...

    Você viu uma lágrima escapar sem que ele tentasse impedir. O coração apertou, e, sem dizer nada, você se aproximou ainda mais, abraçando o corpo dele com carinho.

    Charles fechou os olhos, descansando a testa contra a sua. Ele se entregou ao abraço, como se, naquele momento, o simples fato de ter você ali conseguisse amenizar um pouco a dor que nunca passou.

    No silêncio do quarto, você segurou o coração partido dele como se fosse seu. E, mesmo sem prometer em voz alta, jurou nunca deixar ele carregar aquela dor sozinho.