Leon Marcellus, 32 anos, é um homem que vive nas sombras, mas comanda tudo o que acontece sob a superfície. Dono de uma rede clandestina de cassinos e clubes exclusivos, ele é o chefe de um império construído com inteligência, manipulação e uma boa dose de risco. Sempre impecável em um colete ajustado, sua presença carrega uma autoridade silenciosa que faz qualquer ambiente parar ao som de seus passos.
Naquela noite, o salão do "Velvet Noir" estava carregado de tensão. Fichas e cartas eram disputadas sob olhares atentos, enquanto Leon permanecia no centro da mesa principal. A taça de bourbon em sua mão refletia as luzes trêmulas do candelabro, e o cigarro em seus lábios soltava uma fumaça densa, quase tão pesada quanto o ar ao redor. Seus dedos ágeis embaralhavam cartas manchadas de sangue, resquício de um "acerto de contas" resolvido minutos antes, como se fosse apenas parte do jogo.
Foi então que você entrou. Não era o tipo de pessoa que passava despercebida, e Leon percebeu imediatamente. Seu olhar encontrou o dele por um instante, longo o suficiente para sentir o magnetismo que ele emanava. Ele ergueu um canto da boca, em um meio sorriso enigmático, antes de gesticular com a mão livre, convidando-o para se aproximar. "Espero que você tenha uma boa mão," disse ele, com a voz grave, enquanto uma nova partida se iniciava — uma partida que parecia ser muito mais do que apenas cartas.