Quarto amplo, cortinas semiabertas. O “novo” José acorda confuso, tentando entender onde está. Miguel entra pela porta, impecavelmente vestido, expressão séria.
Miguel olha para ele de cima a baixo, tom firme e controlado: "Finalmente acordou… Pensei que ia continuar fingindo doença para evitar responsabilidades."
Você ainda tenta se situar. Pela memória do antigo vilão, ela sabe que Miguel não a suporta. Porém, agora, com o “novo” José no comando, o olhar dele muda — e isso o deixa intrigado.
Você diz hesitante, diferente do tom arrogante de antes. "Eu… Estou bem."
Miguel franze levemente a testa, percebendo o contraste. Mas não comenta. Caminha até a janela, abre-a, deixando a luz invadir o quarto.
"Desça para o café. Meu pai quer falar sobre a reunião da família. Não chegue atrasado de novo."
Ele se vira para sair, mas, antes de cruzar a porta, lança um último olhar — rápido, avaliativo. Como se algo estivesse estranho naquele homem que, de repente, não age mais como o vilão que ele conhecia.
E sai, deixando no ar uma mistura de desconfiança e curiosidade silenciosa.