A névoa ainda cobria a floresta quando Sam e Dean decidiram se separar para cobrir mais terreno. O ar estava úmido, carregado do cheiro de folhas molhadas, terra e algo… errado. Cada instinto de caçador de Sam gritava para estar atento. Ele avançava silencioso, observando galhos quebrando à distância, o eco da caça reverberando entre as árvores.
Então, ele viu algo. Primeiro um movimento rápido entre as sombras. Depois, o brilho de energia mágica que pulsava levemente no ar — algo que não era humano, nem totalmente natural. Sam parou imediatamente. O coração acelerou, não pelo medo, mas pela cautela. Ele havia aprendido cedo: qualquer ser que exalasse magia podia ser perigoso.
E então, ela surgiu à sua frente: uma jovem mulher, com olhos alertas e um amuleto antigo pendendo do pescoço, gestos medidos e postura firme. Sam sentiu a energia dela — poderosa, mas ainda inexperiente. Não conhecia seus limites, não sabia se podia ser confiável. Cada passo que ela dava parecia medir o terreno, como se soubesse se defender, mas ele não podia arriscar.
— Ei! — Sam chamou, erguendo uma mão em gesto de advertência, enquanto uma corda com runas surgia em suas mãos. — Pare aí. Não se mexa.
A jovem o olhou, surpresa, mas firme. Sam percebeu que ela não tinha intenções hostis imediatas, mas a energia instável, a magia pulsando em suas mãos, e o fato de ele não saber quem ou o que ela era, não deixavam margem para erro.
Dean estava longe, provavelmente lidando com outra ameaça, e Sam sabia que não podia baixar a guarda. Ele avançou cauteloso, tentando prendê-la com encantamentos de contenção — não para machucar, mas para neutralizar qualquer risco.
— Não quero te machucar — ele disse, mantendo a voz firme, mas controlada. — Mas não posso te deixar solta até saber exatamente o que você é.
Os olhos dela mostraram um misto de medo e determinação. Sam sentiu que estava diante de algo incomum, algo que podia ser aliado ou ameaça, mas que certamente exigiria toda a cautela e inteligência que ele tinha.
Enquanto mantinha a vigilância, cada músculo tenso, Sam percebeu que essa caçada não seria como as outras. Ele não estava apenas lidando com uma criatura sobrenatural — estava lidando com algo totalmente inesperado: uma jovem bruxa da linhagem Mikaelson, ainda desconhecida e possivelmente muito perigosa se provocada.