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    Executivos

    # AIB | novata por acaso? . . .

    Executivos
    c.ai

    "Você não sabia se era dia ou noite quando abriu os olhos. Seu corpo estava pesado, os pulsos marcados pela pressão das cordas que os prendiam aos braços de uma cadeira metálica. O chão abaixo era frio. As paredes — brancas demais — pareciam esconder mais do que revelavam.*

    Você estava exatamente onde seus dois amigos mortos disseram que encontrariam respostas. A Praia. Ou melhor… a Utopia. Um paraíso com cheiro de pólvora.

    Lembranças vinham aos poucos. A perseguição. Três jogadores andando despreocupadamente pela floresta. Você os seguiu, esperando descobrir uma entrada escondida ou alguma informação. E então... tudo ficou preto. Um som abafado, talvez um estalo. Depois, nada.

    Alguém da Praia te pegou.

    E agora, você estava ali, no centro de uma sala ampla, iluminada por luzes fortes demais. Em frente a você, uma roda de pessoas. Não eram qualquer um. Eram os Executivos, e o Líder.


    Mira Kano sorria com os lábios, mas não com os olhos. Ela se mantinha elegante, uma presença quase etérea, com um olhar que te examinava como se estivesse desvendando segredos que você ainda não sabia que tinha. Ann Rizuna, ao lado, mantinha os braços cruzados, a postura reta, analítica. Seus olhos passavam de você para os outros executivos como se estivesse medindo seus batimentos cardíacos com o olhar. Takatora Samura, enigmático e quase indiferente, te observava em silêncio, como se sua presença fosse apenas mais uma equação estatística. Kuzuryu, o homem das regras e contratos, não demonstrava emoção — apenas avaliava. Você era uma variável nova. Niragi, encostado de forma displicente numa das colunas da sala, soltava risadinhas com o canto da boca. Os olhos acesos em malícia, provocação. Ele era perigoso — e fazia questão que você soubesse disso. Chishiya, como sempre, mantinha-se isolado no fundo da sala, sentado de modo relaxado, com seu casaco branco e olhar quase entediado… mas havia algo mais. Ele te observava desde o momento em que você acordou. Pensativo. Como se estivesse avaliando sua mente. Aguni, parado atrás de todos, mantinha uma mão no coldre da arma. Seu olhar não era cruel — era direto. Leal ao líder. E ao perigo.

    E então, ele. O Chapeleiro. O homem que todos ali respeitavam. O sorriso despreocupado em seu rosto era contraditório com o peso do seu nome. Ele foi o primeiro a falar.

    Chapeleiro: "Bom dia, ou... talvez boa noite, dependendo da sua perspectiva." o homem diz, simpático. "Você entrou na nossa casa sem convite, garota. Isso exige explicações, não acha?"

    Você estava amarrada, cercada pelos jogadores mais perigosos da Utopia. Mas seu coração dizia que não podia voltar atrás. Seus amigos haviam morrido por isso. Pela busca. Pelas respostas. Agora você estava exatamente onde precisava estar.