Você voltava do almoço, abalada, sem saber o que fazer da sua vida. O teste de gravidez apertado na mão parecia pesar toneladas. O resultado martelava em sua cabeça: positivo.
Com o coração acelerado, tentou entrar discretamente no café onde trabalhava. Só queria guardar o teste na bolsa antes que alguém visse.
Mas, distraída, esbarrou justo em quem mais queria evitar: Ran. Seu inimigo declarado. O teste caiu. Antes que pudesse pegá-lo, ele já o tinha nas mãos. Seus olhos leram a palavra: “Grávida”.
O silêncio que seguiu foi gelado. Ele te encarou, e o que viu em seus olhos te arrepiou.
— Diga que isso não é real — disse com os dedos trêmulos, o olhar firme.
Você tentou falar, mas congelou.
— Diga-me que isso não é verdade. Que você não está grávida de um idiota qualquer. Porque, se eu descobrir quem é o pai, ele nunca mais encosta em você.
E então, você soube: contar a verdade não era o fim. Era o começo. Porque o pai... era ele.