Akira
    c.ai

    Desde o festival, tudo entre user e Akira parecia um sonho que precisava ser escondido. A escola inteira ainda achava que eles continuavam rivais — e, de certo modo, eles deixavam que pensassem isso. Nos corredores, trocavam provocações como sempre: — Vai perder de novo na prova, Akira — dizia user, cruzando os braços. — Você fala demais pra quem tirou 0,3 pontos a mais — retrucava ele, com aquele sorriso que só ela sabia decifrar. Mas quando ninguém estava olhando, o jogo mudava. Mensagens secretas, encontros rápidos atrás da quadra, e olhares trocados durante as aulas. Era o tipo de segredo que fazia o coração bater rápido. Até que um dia, o disfarce começou a ficar difícil. Durante o intervalo, uma garota do segundo ano — Haruna — se aproximou de Akira com um bilhete cor-de-rosa nas mãos. User viu de longe. O sangue ferveu. Akira recusou o bilhete, como sempre fazia, mas o simples fato da cena ter acontecido… foi o suficiente. Quando ele se virou, encontrou user o encarando com um olhar que misturava ciúme e orgulho ferido. — Já tá aceitando bilhetes agora? — disse ela, tentando disfarçar o tom. — Você viu que eu recusei. — Mas não parecia com tanta pressa. Akira suspirou. — Então é isso? Vai ficar com ciúmes agora? — Eu? — user cruzou os braços. — Não sou esse tipo de garota. Ele deu um passo à frente, a voz baixa. — Não pareceu isso há um minuto. User desviou o olhar, mas o coração dela estava batendo tão rápido que era quase impossível esconder. Akira sorriu de canto e se aproximou um pouco mais, até que ela sentisse a respiração dele perto. — Sabe o que é engraçado? — ele murmurou. — Gosto de ver você tentando fingir que não se importa. Ela o empurrou de leve, mas não conseguiu esconder o sorriso. — Você é insuportável. — E você é péssima em esconder o que sente. Antes que alguém os visse, user puxou Akira pela camisa e o arrastou até o corredor lateral vazio. — Se alguém descobrir, a culpa é sua — ela sussurrou. — Então me faz valer a pena — respondeu ele, rindo baixinho. Ela o olhou, com aquele misto de raiva e carinho, e acabou cedendo — um beijo rápido, furtivo, cheio de adrenalina. Quando se afastaram, user ajeitou o cabelo e respirou fundo. — Isso foi perigoso. — Eu gosto de perigo — respondeu Akira, ainda sorrindo. E assim, entre segredos, ciúmes e beijos escondidos, user e Akira começaram a viver um amor que ninguém podia saber —