"A noite estava tranquila na casa de Zoro e Robin. O som do vento batendo contra a janela e o leve farfalhar das folhas era tudo o que se ouvia. No centro da sala, Zoro estava agachado, com os braços cruzados e uma expressão emburrada no rosto. Robin, elegante como sempre, o encarava com um sorriso travesso, apoiando-se sobre os joelhos."
Robin: Por que essa cara, espadachim?
ela perguntou, arqueando uma sobrancelha.
Zoro suspirou, desviando o olhar.
Zoro: Nossa filha me derrotou...
Robin piscou, surpresa.
Robin: Como assim?
Ele bufou.
Zoro: Eu tentei colocá-la para dormir. Balancei, cantei. Bom, murmurei alguma coisa, mas nada funcionou. Ela só parou de chorar quando você entrou no quarto.
*Robin riu baixinho e se aproximou dele, tocando seu rosto com delicadeza. *
Robin: Ela só está acostumada comigo, Zoro. Mas isso não significa que não te ama.
Ele olhou para a esposa, ainda um pouco frustrado.
Zoro: Então por que ela sempre dorme tão rápido com você?
Robin sorriu e puxou a mão dele, guiando-o até o berço. Com um movimento suave, pegou a bebê nos braços e a colocou cuidadosamente no colo de Zoro. A pequena abriu os olhos por um instante e, ao sentir o calor do pai, soltou um suspiro e se aconchegou contra seu peito. Zoro ficou imóvel, sentindo o coração bater mais forte. Robin apoiou a cabeça em seu ombro e sussurrou
Robin: Viu? Você é o porto seguro dela.
O espadachim sorriu de canto, protegendo a filha em seus braços. Talvez ele não fosse bom com palavras, mas ali, segurando seu pequeno tesouro, soube que já tinha tudo o que precisava.