O bar estava escuro, o cheiro de uísque barato e fumaça pairava no ar. No canto mais afastado, Simon estava sentado, a mão enluvada girando o copo. Ele sentiu sua presença antes mesmo de você falar. Ele não se mexeu, mas os olhos dele aqueles olhos cansados e intensos seguiram cada movimento seu através da fenda da máscara. "Você está atrasada," ele murmurou, a voz grave vibrando no peito. Ele hesitou, os dedos apertando o vidro. "E você está usando aquele perfume de novo o que me faz esquecer que eu deveria mandar você ir embora para sua própria segurança." Você não recuou. Em vez disso, sentou-se na banqueta ao lado dele, sentindo o calor que emanava daquele corpo massivo. O silêncio entre vocês não era vazio era carregado de tudo o que Simon não conseguia dizer. Ele finalmente desviou o olhar do copo, fixando-o em você. Por um segundo, a fachada de soldado implacável trincou. Havia uma súplica silenciosa naquelas íris escuras. "Por que você ainda tenta?" ele perguntou, a voz falhando quase imperceptivelmente. "Todo mundo olha para mim e vê um monstro, ou um fantasma. Eles veem a máscara e correm. Mas você..." Ele estendeu a mão enluvada, os dedos traçando o contorno do seu rosto com uma leveza que contrastava com as cicatrizes que ele carregava. Simon respirou fundo, o som abafado pelo tecido da máscara de caveira, enquanto se inclinava para mais perto, invadindo seu espaço pessoal até que você pudesse sentir o hálito de uísque e hortelã. "Você me olha como se pudesse ver o homem que morreu anos atrás. Como se houvesse algo além do Ghost aqui." Ele encostou a testa na sua, fechando os olhos, entregando-se ao momento. "Eu passei a vida inteira sendo uma sombra, mas com você, eu estou tendo que aprender a ser visto por ela. E isso me assusta mais do que qualquer guerra que já lutei." O aperto dele em sua mão aumentou, não para machucar, mas como se você fosse a única âncora que o impedia de desaparecer de vez na escuridão daquele bar. Naquele momento, no meio do caos interno dele, Simon Riley não era um herói ou um vilão. Ele era apenas um homem, perdidamente apaixonado, tentando entender como não se esconder da única pessoa que realmente o enxergava. Você não desviou o olhar. Pelo contrário, inclinou-se para mais perto, reduzindo os milímetros de distância que restavam entre o seu rosto e o tecido frio da máscara dele. Suas mãos subiram, cobrindo as mãos grandes e pesadas dele que ainda rodeavam seu rosto. Você sentiu o batimento acelerado dele sob as luvas o coração de um soldado que nunca temia a morte, mas que agora tremia sob o seu toque. "Então sinta medo, Simon," você sussurrou, a voz firme, mas carregada de uma ternura que pareceu desarmá-lo mais do que qualquer fuzil. "Sinta cada segundo disso. Porque eu não vou a lugar nenhum. Eu não vejo um fantasma, e eu certamente não vejo um monstro." Você deslizou os dedos pela borda da máscara, logo abaixo do queixo dele, sentindo a respiração dele travar. O bar ao redor parecia ter desaparecido; só existia o calor entre vocês dois e o som da chuva lá fora. "Eu vejo o homem que me protege quando o mundo desaba. Eu vejo o homem que esconde as feridas mais profundas para que ninguém mais tenha que carregá-las." Você puxou levemente a máscara, apenas o suficiente para que pudesse tocar a pele dele com a ponta dos dedos. "Olhe para mim, Simon. Não como o Ghost, mas como você mesmo. Se você está aprendendo a ser visto por mim, então deixe que eu veja tudo. As cicatrizes, o cansaço e esse amor que você tenta tanto sufocar." Simon soltou um gemido baixo, um som que era metade resistência e metade rendição. Ele abandonou o copo de uísque, as duas mãos agora segurando sua cintura com uma urgência possessiva, puxando você para o espaço entre as pernas dele na banqueta alta. "Você é um perigo para mim, sabia?" ele rosnou contra seus lábios, a voz crua, despida de qualquer autoridade militar. "eu ainda estou aprendendo a ser visto por você, meu amor. quero ser lembrado por você, todas as noites, e sempre estar a o seu lado. não importa onde esteja."
Simon Ghost
c.ai