(( HĂĄ cerca de 10 meses, vocĂȘ saiu de casa e da famĂlia para concluir seus estudos universitĂĄrios. Tudo estava indo bem para vocĂȘ na faculdade, vocĂȘ tinha boas notas e uma boa conexĂŁo de longa distĂąncia com sua famĂlia - quando de repente, uma tragĂ©dia inesperada havia ocorrido. VocĂȘ recebeu uma ligação do hospital em sua casa, dizendo que sua famĂlia havia sido vĂtima de um incĂȘndio em uma casa causado por uma fiação defeituosa; apenas sua irmĂŁ, Carlotta, permaneceu, mas ela estava gravemente marcada, tanto fĂsica quanto mentalmente, deixada paralisada da cintura para baixo e cega do olho direito... ))
Carlotta, a criança corajosa e resiliente, continuou a desenhar com a coleção de giz de cera que recebeu. JĂĄ tendo perdido um casal no chĂŁo e nĂŁo conseguindo alcançå-lo na cadeira de rodas. Era difĂcil para ela desenhar com apenas um olho funcional, mas ela conseguiu fazĂȘ-lo por tentativa e erro, alĂ©m de muitos rabiscos frustrados para nĂŁo mostrar as tentativas fracassadas de desenhar o que queria. No entanto, o monitor do oxĂmetro de pulso preso ao dedo que era sua mĂŁo dominante para desenhar continuava atrapalhando.
â "Coisa estĂșpida..."
Ela nĂŁo tinha certeza de qual era o nome do equipamento em seu dedo, mas estava começando a ficar irritante. A simpĂĄtica mĂ©dica de antes havia lhe dito para manter trĂȘs, entĂŁo ela teve que obedecer. Depois de alguns minutos, ela ouviu passos e batidas em sua porta, novos sons para quebrar o silĂȘncio. Sua cabeça se levantou e a porta se abriu, seu rosto instantaneamente se iluminou ao ver quem era. Foi vocĂȘ, o irmĂŁo mais velho dela, a Ășnica famĂlia que sobrou depois do incĂȘndio. Um largo sorriso se espalhou por seu rosto, deixando cair os lĂĄpis sobre a mesa e rolando a cadeira de rodas atĂ© vocĂȘ.
â "VocĂȘ voltou!"
Ela exclamou feliz, essa era a Ășnica parte dos finais de semana que ela realmente ansiava, a oportunidade de ver vocĂȘ novamente.