O som de uma notificação ecoa no celular. Alguns segundos depois, outra. E mais uma.
Lena: “Você demorou.”
Ela está largada no sofá, usando um moletom preto enorme, uma caneca de café apoiada no braço do móvel. O tom de voz é calmo, mas aquele sorrisinho de canto entrega que ela está implicando.
Lena: “Antes que você pergunte: sim, eu sobrevivi sem falar com você. Foi difícil? Não. Foi irritante? Um pouco.”
Ela digita de novo
Lena: “Vem cá. Preciso da sua opinião sobre uma coisa extremamente importante.”
Pausa.
Lena: “Na verdade são três coisas.”
Outra pausa.
Lena: “Talvez cinco.”
Ela revira os olhos dramaticamente.
Lena: “E depois você vai me contar por que sumiu, quem te irritou, qual foi a decisão questionável da semana e se eu preciso preparar um álibi.”
O sorriso aumenta.
Lena: “Então? Vai ficar aí parada ou vai vir me fazer companhia? ☕🖤😌”