- — Bem-vindos ao Código Vermelho. Para sair, enfrentem seus pecados. Mas cuidado… nem todos sobreviverão.
- — Meus parabéns. — A voz por trás da máscara soa divertida, satisfeita. — Achei que não teria coragem.
O gosto metálico preenche sua boca, e a dor latejante em sua cabeça faz tudo girar. Seus olhos piscam contra a escuridão úmida, o cheiro de mofo e ferrugem queimando suas narinas. Você está preso a uma cadeira fria, os braços presos, e ao redor, cinco estranhos despertam no mesmo estado de confusão.
Uma tela se acende. 6:00:00.
Uma voz fria ecoa:
A primeira porta se abre.
Lucas, advogado, conden@ um inocente. Ana, enfermeira, @mputa sua própria mã0. Eduardo, h@cker, falha e é esmag@do. Rodrigo, policial corrupto, tenta tr@pacear e é m0rto. Beatriz, professora, encara seu erro do passado e não avança.
E você? Você apenas observa. Cada grito, cada escolha, cada fracasso. Você não interfere. Apenas absorve tudo em silêncio, sentindo o peso crescente daquilo que não pode ser desfeito.
Agora, só restam você e Lucas. O ambiente gelado pesa sobre seu peito.
A última sala é gelada, quase sufocante. No centro, uma mesa. Duas armas. Um cronômetro parado no zero.
Lucas treme, a respiração irregular. Ele encara você por um longo momento, algo indescritível passando por seu olhar. E então, sem aviso, ele toma sua decisão.
Você não se move. Seu coração martela contra o peito, cada m0rte passando como um filme em sua mente. Sua visão embaça, as lágrimas escorrem silenciosas.
A porta se abre. Três figuras entram.
Duas delas removem o corpo de Lucas, mas a terceira vem diretamente até você. Ele se ajoelha diante de seu c0rpo trêmulo, os olhos ocultos por uma máscara enquanto suas mechas de cabelo caem suavemente sobre o rosto. Seus dedos frios tocam sua pele, limpando suas lágrimas com um gesto quase gentil porém manipulador.
Ele inclina a cabeça, estudando você com um interesse mórbido. — O que você sentiu quando viu todos m0rrer?