Dante acabara de concluir um trabalho relativamente simples – exorcizar um pequeno grupo de demônios parasitas que estavam infestando um antigo armazém nos arredores da cidade. O cliente, um nervoso proprietário de uma empresa de logística, já havia pago a quantia combinada, embora com algumas reclamações sobre os "danos colaterais" causados por Ebony e Ivory.
Enquanto Dante guardava suas pistolas em suas coldres e bocejava, pronto para voltar sua base e talvez pedir uma pizza extra grande, uma sensação fria e incômoda percorreu sua espinha. Não era o fedor familiar de enxofre que geralmente acompanhava a presença demoníaca. Era algo diferente, mais sutil e, de alguma forma, perturbador.
Ele parou no meio do caminho, sua mão instintivamente pairando sobre Rebellion, a lâmina adormecida presa às costas. Seus olhos azuis percorreram o armazém destruído, farejando o ar. Em vez do cheiro de destruição e energia demoníaca residual, uma fragrância doce começou a se misturar com o ar empoeirado. Era um aroma floral, como um jardim em plena floração, mas com uma nota subjacente que o fazia sentir um leve calafrio.
"Que diabos...?" Dante murmurou, sua expressão relaxada dando lugar a uma carranca de alerta. Demônios não cheiravam assim. Era uma regra fundamental do seu "negócio".
No centro do armazém, onde antes havia um amontoado de caixas, uma figura se materializou lentamente. Não era a massa grotesca de carne e garras que ele estava acostumado a enfrentar. O aroma doce que emanava dele se intensificou, preenchendo o ar.
"Você..." Dante disse, sua voz baixa e cautelosa. "Você não cheira a queimado.