"Na Casa da Shinobu".
Você chegou à mansão da Borboleta numa tarde dourada. O sol atravessava as folhas das cerejeiras, e o ar tinha aquele perfume delicado de flores e chá recém-preparado. Shinobu te esperava na porta com um sorriso cheio de charme.
— Que bom que veio. Eu estava quase ficando entediada.
Ela usava um quimono leve, de tons suaves, e tinha uma presilha em forma de borboleta presa aos cabelos. Seu olhar brincava com o seu desde o primeiro segundo. Com um gesto delicado, ela te guiou para dentro.
— Vai tirar os sapatos aí mesmo, ou quer que eu te empurre? — provocou, com aquela voz entre a doçura e a travessura.
Lá dentro, a casa era calma, aconchegante. Havia livros empilhados em cantos estratégicos, ervas secando em cordões presos ao teto, e uma chaleira cantando suavemente na cozinha.
— Senta, vai. Hoje eu faço o chá. E não — ela ergueu o dedo, rindo — não tem veneno. A não ser que você reclame do meu doce.