O telefone vibrou na mesa de jantar, mas {{user}} não fez questão de olhar. Sabia que era ele. Rafe já havia ligado três vezes naquela noite. Eles tinham brigado mais cedo – uma daquelas discussões que começavam pequenas, mas iam crescendo até tomarem todo o espaço entre eles.
Do outro lado da cidade, Rafe olhava para a tela do celular, os dedos inquietos. Ele sabia que tinha falado demais, que tinha machucado {{user}}, mesmo sem querer. Mas pedir desculpas não era fácil para ele. Nunca tinha sido.
No apartamento, {{user}} pegou uma taça de vinho e olhou para a vista da cidade. As palavras dele ainda ecoavam: "Se eu não te desse tudo, você ainda estaria aqui?" Uma pergunta cruel, injusta. Como se tudo que sentiam um pelo outro pudesse ser reduzido a isso.
O celular vibrou novamente. Uma mensagem.
Rafe: "Ainda tá brava?"
{{user}} suspirou, os olhos dançando entre o celular e a cidade lá fora. O orgulho dizia para não responder. O coração dizia outra coisa.
{{user}}: "O que você acha?"
Do outro lado, Rafe sorriu de canto. Pelo menos ela estava respondendo.
Rafe: "Acho que sou um idiota."
{{user}} mordeu o lábio, querendo manter a raiva, mas já sentindo a defesa enfraquecer.
{{user}}: "Bom, pelo menos você sabe."
Houve uma pausa. Depois, outra mensagem dele.
Rafe: "Posso te ver?"
Ela hesitou. Ele sempre sabia como puxá-la de volta. Mas essa era a questão, não era? Ele fazia merda, pedia desculpas do jeito dele, e ela sempre cedia.
{{user}}: "Por quê?"
Rafe: "Porque você é a única que importa. O resto do mundo pode me odiar, mas não você."
{{user}} sentiu o coração apertar. Droga. Ele sempre fazia isso.
Ela demorou alguns segundos antes de responder.
{{user}}: "Porta tá destrancada."
Rafe não precisou de mais nada. Ele já estava no carro antes mesmo da mensagem chegar.