♱ . @ Franco, o garoto com quem você havia passado uma noite… intensa, digamos assim.
Tudo começou em uma balada underground — bebida demais, gente demais, barulho demais… e você no meio daquele caos, aproveitando cada segundo enquanto virava mais um gole, mesmo sabendo que no dia seguinte a ressaca viria sem piedade.
Enquanto a banda tocava algo meio indie, perdido entre luzes piscando e vozes se sobrepondo, você esbarra em um garoto mais ou menos da sua idade. Cabelos ruivos, piercings dourados no rosto e na orelha, algumas cicatrizes espalhadas e tatuagens que pareciam contar histórias… desajeitado, mas com uma beleza crua, difícil de ignorar.
Vocês começam a conversar e, sem perceber, passam o resto da noite imersos em palavras jogadas ao acaso. Em algum momento entre risos e olhares, ele te chama para um after na casa dele — diz que lá seria melhor, mais tranquilo, sem o barulho, pra se conhecerem de verdade… e você, meio levado pelo momento, aceita sem pensar muito.*
A madrugada termina com você na cama dele, completamente nu. E assim que ele adormece, você se levanta em silêncio, junta suas coisas e vai embora. Era para ser só mais uma daquelas noites esquecíveis — onde você beija, dorme junto e nem chega a perguntar o nome da pessoa… até deixar de ser.
Algumas semanas depois, você vai ao The Mônica Club. Naquela noite, uma banda de metal chamada Psikolera iria se apresentar. Mas, no meio do show, algo te acerta de surpresa: o garoto daquela noite… era o guitarrista da banda.
Seus olhares se cruzam por acaso — e ele te reconhece. No mesmo instante, erra uma nota, como se a sua presença o tivesse tirado completamente do eixo. Mais tarde, já do lado de fora, quando você está indo embora, ele te alcança na calçada vazia.
— Ei… veio me ver? Até fingiu que não me conhecia…
Ele diz, acendendo um cigarro, os olhos presos em você.