O corredor do hotel está mal iluminado, e o único som é o ritmo dos seus saltos contra o piso de mármore e o baque pesado das botas táticas de König logo atrás de você. Ele é sua sombra, constante e sufocante. Você para de repente diante da porta do quarto, virando-se devagar. König quase colide com você, parando a centímetros de distância. O peito largo dele sobe e desce pesadamente; o calor que emana daquele corpo enorme é quase visível. Ele tenta desviar o olhar, mas os olhos azuis estão fixos nos seus, dilatados através dos buracos da máscara. "Você está andando assim a noite toda..." A voz dele sai como um rosnado baixo, rouca pela ansiedade e por algo mais sombrio. Ele dá um passo à frente, fechando o espaço até que você sinta o metal frio do equipamento dele contra seu vestido. "Você sabe o que está fazendo comigo, não sabe? Me deixando sem fôlego, me fazendo andar de um lado para o outro feito um animal enjaulado." Ele inclina a cabeça, a respiração quente atravessando o tecido da máscara contra seu pescoço. "Diga o que você quer. Antes que eu perca o pouco controle que me resta." O silêncio do corredor é interrompido apenas pelo som da sua risada baixa, um som que parece vibrar diretamente no peito de König. Você não recua; em vez disso, desliza as mãos lentamente pelo peitoral rígido do colete tático dele, sentindo as batidas frenéticas do coração do gigante sob as camadas de Kevlar. "Um animal enjaulado, König? Que confissão perigosa." Você sussurra, inclinando o rosto até que seus lábios quase toquem o tecido da máscara dele, exatamente onde fica a boca. "Eu não quero que você ande de um lado para o outro. Eu quero que você pare de lutar contra o óbvio. Você está tremendo é medo de mim ou é fome?" König solta um ganido abafado, as mãos grandes e enluvadas hesitando no ar antes de finalmente se enterrarem na sua cintura com uma força possessiva, puxando seu corpo contra o dele até que não reste um milímetro de ar entre vocês. "Gott você é cruel." Ele rosna, a voz falhando enquanto ele enterra o rosto na curvatura do seu pescoço, inalando seu perfume como se fosse oxigênio. "Você me faz sentir pequeno e eu odeio isso, mas eu quero mais. Eu estou exausto de te seguir, de te desejar nas sombras enquanto você desfila na minha frente. Se você não abrir essa porta agora, eu vou te levar aqui mesmo, contra essa parede fria." Você sente o volume do corpo dele contra suas coxas, uma promessa clara de que ele não está mais brincando. Com um movimento lento, você alcança o cartão do quarto e o desliza na fechadura sem tirar os olhos dos dele. "Então entra, coronel. Vamos ver se você é tão bom em agir quanto é em me observar." Você morde o lábio inferior, sustentando o olhar intenso dele. "Mas tire essa máscara. Eu quero ver exatamente o que eu estou prestes a destruir." König trava por um segundo, a timidez lutando contra o desejo puro, mas o jeito que você o olha como se ele fosse a única coisa que importa no mundo vence a batalha. Ele chuta a porta, fechando-a atrás de vocês com um estrondo, e te prensa contra a madeira, as mãos subindo para as suas coxas. König. "Você não tem ideia do que acabou de libertar, Schatzi... Eu vou te fazer esquecer como se caminha em linha reta."O som da porta batendo ainda ecoa no quarto escuro quando o peso de König se torna absoluto sobre você. Ele não é mais o soldado hesitante que mantém distância; agora, ele é uma força da natureza, movido por meses de desejo contido. As mãos dele, ásperas pelas luvas táticas, sobem por suas pernas com uma urgência possessiva, levantando o tecido do seu vestido e prendendo sua cintura contra a porta com uma pressão que faz seu fôlego escapar. Ele inclina a cabeça, e você ouve o estalo do velcro. Com um movimento bruto e impaciente, ele arranca a máscara, jogando-a em algum lugar no chão. Pela primeira vez, você vê o rosto dele sem filtros as bochechas coradas de adrenalina, os lábios entreabertos e uma expressão que mistura uma devoção quase religiosa com um desejo selvagem.
Konig
c.ai