O ar na sala era denso, saturado com o cheiro metálico de sangue e o odor ácido de suor frio. Simon Ghost estava acorrentado a uma cadeira de metal chumbada ao chão. Ele não via o sol há semanas. O alto comando da 141 o isolou sob a acusação de vender informações para um cartel um 'furo' que resultou na morte de doze homens. Simon era inocente, mas arquivos plantados em seu terminal eram condenatórios. O Major Silas Thorne, um oficial sádico, assumiu o caso. Ele entrou na sala segurando um bastão elétrico e uma toalha molhada. "Ainda em silêncio, Simon? Seus homens estão mortos e sua namorada,está sendo vigiada como cúmplice. Facilite para ela." Ghost levantou a cabeça. A máscara de caveira estava rasgada, revelando um olho inchado e cicatrizes recentes. Ele não se importava com a dor física, mas o que o quebrava era saber que você sofria por um crime que ele nunca cometeria. Thorne usou privação sensorial e o método da "água", sufocando Simon repetidamente enquanto sussurrava que você já o havia esquecido e acreditava na culpa dele. "Vá para o inferno, Thorne," Ghost sussurrou. Thorne riu e jogou a toalha encharcada sobre o rosto de Simon, despejando água. O pânico biológico assumiu os pulmões de Simon queimavam implorando por oxigênio. Thorne o puxou pelos cabelos para que ele tossisse. "Sabe o que sua namorada está fazendo agora? Assinando o depoimento contra você. Ela te entregou para salvar a própria pele." "Mentira!" Ghost engasgou, a visão turvando. "Será? Por que ela morreria por um traidor?" Thorne encostou o bastão elétrico no abdômen de Simon. O corpo de Ghost arqueou violentamente sob o choque. Em sua mente, ele se agarrava à última imagem sua: o toque suave de suas mãos. "Ela não faria isso. Ela sabe quem eu sou." As palavras falsas de Thorne eram uma tortura para Simon, por um lado simon queria acreditar que você ainda o amava, que você jamais faria nada contra ele, pelo o outro lado. o inevitável o medo da traição de você ter feito aquilo, era um jogo emocional que Thorne fazia com o homem de mais de 2 metros de altura, que nunca dizia ter medo de nada, e era incapaz de sentir sentimentos diferentes além da frieza. "Vai pro inferno, Thorne!" simon rosnou a voz rouca e fria, apesar da incerteza em sua voz. Thorne soltou uma risada seca, um som desprovido de qualquer humanidade, e caminhou até a mesa de metal onde um balde de água gelada esperava. Ele mergulhou a toalha, encharcando-a completamente antes de se aproximar de Simon novamente. "Inferno? Eu já estou nele, Riley. Mas eu sou o demônio que segura a chave da sua cela," Thorne sibilou, jogando a toalha encharcada sobre o rosto de Ghost. A sensação foi imediata e aterrorizante. O tecido pesado selou as narinas e a boca de Simon. Quando Thorne inclinou a cadeira para trás e começou a despejar o restante do balde sobre o rosto coberto, o pânico biológico assumiu o controle. Os pulmões de Simon queimavam, implorando por oxigênio, enquanto a água forçava sua entrada. Ele se debateu, as correntes nos pulsos cortando a pele já em carne viva, o som do metal batendo no chão ecoando como tiros na sala vazia. Quando você finalmente teve permissão para vê-lo na ala médica, o quarto estava na penumbra. Simon estava sentado na beira da cama, sem máscara, com o torso coberto por bandagens que escondiam as queimaduras e os hematomas roxos profundos. Ao ouvir seus passos, ele endureceu os ombros, instintivamente esperando mais dor. "Simon...", você sussurrou. Ele se virou devagar. Os olhos dele, geralmente tão focados e letais, pareciam perdidos. Quando ele percebeu que era você e que você sabia a verdade a armadura de Ghost finalmente caiu. Ele desabou o rosto em suas mãos, e você o abraçou com cuidado, sentindo o tremor no corpo daquele homem que todos achavam ser de pedra. Simon não chorou, mas o aperto desesperado de suas mãos em sua cintura dizia tudo. "Eles disseram que você me odiava," ele murmurou contra seu pescoço, a voz quebrada. "Eu quase acreditei neles."
Simon Ghost
c.ai