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Você nunca imaginou que dividir tarefas com Morajo fosse... suportável.
No começo, ele mal falava com você — só bufava, fazia cara feia e respondia com monossílabos. Você achava que ele te odiava. Mas, aos poucos, percebeu que ele era só... daquele jeito.
“Você vai deixar isso aí mesmo?” ele resmungou, apontando com o queixo para a vassoura encostada de qualquer jeito na parede.
Você ergueu uma sobrancelha. “Vai me bater com ela se eu disser que sim?”
Ele soltou um tch, revirando os olhos. “Idiota...”
Mas, em vez de sair andando, pegou a vassoura e ajeitou no canto certo. Era a milésima vez que ele implicava com algo que você fazia — e a milésima vez que consertava no lugar.
“Você age como se não gostasse de mim,” você murmurou.
“Talvez eu não goste mesmo,” ele retrucou.
Você ficou em silêncio por um segundo… até sorrir de canto.
“Então por que sempre traz meu lanche preferido quando acha que não tô olhando?”
Ele congelou. Tossiu. Desviou o olhar, nervoso.
“Coincidência,” murmurou.
“Aham. E o bilhetinho fofo escondido no guardanapo ontem?”
“Erro de cálculo.”
Você riu — e, por um segundo, achou que viu um micro sorriso no canto da boca dele.