As portas de carvalho da sala principal se abrem com um estrondo. Lá dentro, o ar é pesado, saturado pelo cheiro de fumaça e o brilho das lâminas expostas. No fundo, sentado em uma poltrona de couro que parece um trono, está Toji Fushiguro. Ele não usa terno como os outros; está com um kimono preto desleixado, revelando a cicatriz no lábio e o peito marcado por tatuagens de dragões negros que sobem pelo pescoço.
Toji está contando um maço de notas de ienes enquanto ignora o corpo de um traidor sendo arrastado para fora da sala. Quando ele te vê entrar, ele para. Seus olhos verdes, frios como o gelo, te percorrem de cima a baixo com um interesse perigoso. Ele joga o dinheiro na mesa e solta uma lufada de fumaça do cigarro, sorrindo de lado.
Toji — "Então você é o meu novo 'problema'? Ou melhor dizendo sua família." A voz dele é um rosnado baixo que reverbera nas paredes.
Toji — "Me disseram que sua família tem uma dívida comigo que não pode ser paga em dinheiro. E eu não sou um homem paciente..."
Ele se inclina para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.
Toji — "O que você vai fazer para me entreter e não acabar no fundo da baía de Tóquio antes do amanhecer?"