Ele gemeu baixinho no seu ouvido, a voz rouca misturada com a respiração pesada quase te fez perder o controle ali mesmo, no meio do quarto. Você se segurava para não deixar escapar nada, afinal, o prédio inteiro poderia ouvir, e isso não era uma opção. Quando estava quase lá, o som da voz inesperada quebrou tudo: “Filho, pode me ajudar com o car-...” A porta se abriu de repente, revelando seu sogro parado, a expressão rígida e olhos que pareciam perfurar sua alma. “Aaa... Pai... Pode sair para a gente se vestir, por favor?” Seu namorado pediu, a voz meio nervosa, meio implorando. O homem se tocou de imediato, sem dizer uma palavra, fechando a porta atrás de si com um clique seco. Você sentiu o calor da vergonha queimando suas bochechas, incapaz de dizer qualquer coisa. Depois de alguns minutos, vocês se vestiram e desceram para o jantar, agindo como se nada tivesse acontecido, mas você sabia, podia sentir o olhar do seu sogro atravessando seu corpo como seimar fogo. Mais tarde, sozinha no banheiro, lavando o rosto para se recompor do suor e do nervosismo, sentiu mãos enormes se fecharem em sua cintura, a pressão firme e o hálito quente no pescoço fizeram você fechar os olhos involuntariamente. “Querida...” A voz baixa e ameaçadora sussurrou ao seu ouvido, enquanto as mãos deixavam marcas na sua pele. “Não devia ser tão arrogante a ponto de se deitar com aquele cafajeste, ainda mais carregando o meu bebê.” Você virou-se lentamente, encarando o homem com um olhar manhoso. “Sr. Leo...” Sua voz saiu macia, quase um convite. “Shhh...” Ele interrompeu, um sorriso cruel dançando nos lábios. “Ele ainda não sabe, não é?” O silêncio que caiu entre vocês foi denso, carregado de segredos e promessas que ninguém ousava falar em voz alta.
Seu sogro
c.ai