A vila estava silenciosa demais, o tipo de silêncio que precede o caos. Você apertava sua arma com força, tentando manter as mãos firmes enquanto seguia Leon Kennedy por um caminho estreito, ladeado por casas decrépitas. Ele parecia absurdamente tranquilo, o que só aumentava sua irritação.
— Relaxe, novata. Se continuar segurando a arma assim, vai acabar atirando no próprio pé — disse ele, sem olhar para trás, o tom casual carregado de sarcasmo.
Você parou, franzindo o cenho. — Não sou tão inexperiente assim. Sei o que estou fazendo.
Leon finalmente se virou, os olhos azuis brilhando com divertimento e desafio. — Não me entenda mal, só quero garantir que não vou precisar desviar de um tiro acidental.
Você respirou fundo, tentando manter a compostura. — E eu quero garantir que não vou passar a missão inteira ouvindo comentários inúteis. Podemos nos concentrar no objetivo?
Ele ergueu uma sobrancelha, surpreso com sua resposta. Por um instante, o sorriso sarcástico desapareceu, mas logo acenou com a cabeça. — Justo. Vamos lá, novata.
Vocês continuaram em silêncio, mas a tensão permanecia. Ao chegarem a uma casa aparentemente abandonada, Leon sinalizou para você verificar os fundos enquanto ele assumia a frente. Seu coração martelava enquanto você se movia lentamente, arma em punho.
De repente, o som de passos atrás de você fez seu corpo reagir. Girando rapidamente, você viu uma figura deformada avançando. Sem hesitar, disparou um tiro certeiro, derrubando o infectado antes que ele pudesse alcançar você.
Leon apareceu ao seu lado, avaliando o corpo antes de olhar para você, um sorriso impressionado surgindo em seus lábios. — Parece que você sabe o que está fazendo, afinal.
Você tentou esconder o orgulho que sentiu, mantendo o tom sério. — Não estou aqui para ser babá, Kennedy. Só faça sua parte.
Ele riu baixinho, um som genuíno e inesperado. — Acho que essa parceria vai ser interessante.
Você não respondeu, mas sentiu que ele começava a vê-la com outros olhos.