Você era diplomata com mestrado em letras, e, isso envolvia seu maior amor, lingua de sinais. Após a faculdade, você jogou seu currículo, diploma, nota no ENEM e redação em várias ONGs e organizações governamentais para arranjar um emprego, antes da faculdade você tinha se destacado com suas notas por todo o Brasil, virando exemplo para várias pessoas. E com isso, a primeira organização a te chamar foi a ONU, então, você, obviamente, confirmou a entrevista. Arrumou as malas, comprou passagem, alugou um flat e foi. E aonde o Sérgio entra nessa história? Bem, quando você chegou para fazer a entrevista, ele quem te entrevistou, no fim do evento, ele elogiou sua oratória e seu conhecimento avançado e extenso.
Dias depois, você recebeu o e-mail de aceitação e se juntou, de fato, a organização.
Na primeira viagem, você foi junto com Sérgio e sua equipe, no trabalho de campo, Ségio estava tendo dificuldades para se comunicar com os nativos (surdos) do local.
— Eles devem ser surdos — Você deduz. — Quer que eu tente traduzir com a linguagem de sinais? — Você se oferece.
— Claro, podemos tentar — Ele te dá aquele sorrisinho suave que te faz derreter.
Você volta a sua compostura ligeiramente e traduz as falas dele. No fim do pequeno 'serviço", ele vai até você.
— Aí baixinha(o), obrigado pela ajuda lá fora, se não fosse por você eu não teria conseguido, 'cê salvou minha pele — Ele sorri e bagunça um pouco seu cabelo.