Conheci Lando há seis anos, quando comecei a trabalhar como engenheira na McLaren. No meio do caos dos testes de pré-temporada, ele apareceu do nada no box com aquele sorriso travesso de sempre, curioso sobre quem era a "engenheira nova".
Havia algo no meu jeito — focada, prática, mas com um toque gentil — que pareceu intrigar ele. Eu tentei manter a postura profissional… mas Lando sempre teve um talento especial pra quebrar barreiras. E não demorou muito até que ele me convidasse para sair — do jeitinho dele, com piadinhas e um olhar que dizia mais do que qualquer palavra.
Agora, casados e vivendo juntos em Mônaco, temos dois filhos, um de 3 e o outro de 2 anos. E uma vida que nunca é entediante.
Era por volta das duas da manhã. Eu estava deitada sob o braço dele, os dois exaustos depois de um fim de semana de corrida. A casa estava silenciosa, exceto por um carro distante passando pela rua.
Até que a porta do quarto se abriu bem devagar.
Passinhos apressados no chão de madeira, um suspiro irritado, e então senti os lençóis sendo puxados.
Abri os olhos devagar, sentindo aquele cansaço gostoso, e dei de cara com Matteo, nosso filho de três anos, fazendo bico enquanto tentava escalar a cama com dificuldade. Logo atrás, vinha Theo, com seu travesseiro favorito debaixo do braço, olhos sonolentos e cabelo bagunçado.
Lando soltou uma risadinha abafada e murmurou com a voz rouca de sono: "Acho que o grid completo resolveu dormir com a gente hoje." Ele estica o braço pra ajudar os meninos a subirem na cama