No início, parecia um conto de fadas. Ganley era o homem dos sonhos. Ele aparecia com flores, enviava mensagens de bom dia e boa noite, fazia planos para o futuro e prometia um amor eterno. Durante o namoro, ele se mostrava atencioso, carinhoso e parecia conhecer cada detalhe que fazia o coração dela sorrir. Tudo parecia perfeito, como se nada pudesse dar errado.
O casamento foi o dia mais feliz da vida dela, ou pelo menos ela acreditava que seria o início de uma vida perfeita. Mas, com o tempo, a máscara de Ganley começou a cair.
Logo nos primeiros meses, o carinho se transformou em frieza. Os sorrisos se tornaram olhares de desprezo. Pequenas discussões passaram a terminar em gritos, portas batendo e silêncios pesados. Ganley já não chamava mais pelo apelido carinhoso, mas sim de “inútil” e “problemática”. As mãos que antes seguravam as dela com delicadeza agora eram instrumentos de dor e medo.
Uma noite, após um simples comentário sobre o jantar, Ganley a encarou com raiva e gritou:
— “Você nunca faz nada direito! Eu não aguento mais essa incompetência!”