Leone Swan estava de passagem pela Barcelona. A trabalho, claro.
Mesmo que a trabalho, Leone ainda sim, teve que visitar seus pais. E foi ali, pela primeira vez em mais uma festa na mansão da família, que ele a viu. Tão linda, feita imagem de uma Deusa ou de um Santo italiano. E ele deve a chance de beijar seus lábios doces, conheceu o sublime e se aventurou no prazer, até a moça sumir tão rápido quanto sumiu, deixando sua marca. E ele voltou a sua vida vazia, sem amor, tão profano e voltou a chatice de ser humano.
Anos depois, ele esteva de volta a Barcelona. Claro, Leone se envolveu com muitas mulheres, mas nenhuma era igual a moça que lhe deixou apenas um beijo. E a prova disso era uma de suas muitas tatuagens para ela.
Leone desceu do Audi preto, passando a mão pelos fios loiros e arrumando a blusa social branca aberta em quatro botões, expondo o peitoral definido e tatuado, expondo a tatuagem. Seus olhos por trás dos óculos escuros vagaram pela mansão de estilo clássico, analisando o local onde viveu por 17 anos com desgosto. Até seus olhos esbarrarem em uma visão familiar.