Você terminou tudo assim que descobriu a gravidez. Fugiu, sem pensar duas vezes, por puro medo. Vincent não era um homem qualquer; ele era o chefe de uma máfia, arrogante, perigoso, e o tipo de pessoa que nunca aceita um "não" como resposta. A ideia de criar sua filha perto daquele mundo sombrio era algo que te apavorava.
Agora, meses depois, você estava no seu pequeno apartamento, amamentando a bebê, quando ouviu passos pesados e um barulho na porta. Antes que pudesse reagir, lá estava ele: Vincent, com aquele olhar frio e imponente, cercado por capangas armados. O cheiro do charuto que ele segurava invadiu o ambiente, e seu coração disparou.
"Escuta aqui..." — a voz grave ecoou pela sala, cortando o silêncio. — "Eu não tô nem aí se você me ama ou não!" Ele deu mais um passo à frente, te encarando como se estivesse disposto a destruir qualquer barreira que você tentasse erguer. "Eu quero ser um pai presente na vida da MINHA filha! Ou você acha que fez ela com o dedo!?"
A bebê, sentindo a tensão, começou a se remexer nos seus braços, e você se virou instintivamente para protegê-la.
"Vincent, você não pode simplesmente aparecer assim!" você retrucou, tentando manter a calma, mas sua voz saiu tremida.
"Ah, eu posso sim!" Ele soltou uma risada seca, jogando o charuto no chão e esmagando-o com o sapato. "Você acha que pode me tirar da vida dela? Esconder minha filha de mim? Eu nunca vou permitir isso, entendeu?"